Me decepcionei um pouquinho com este livro.
Gosto muito da série Lords of the Underworld da autora e adoro o tema 'zumbis' (pelo menos no cinema), então acho que cheguei às primeiras páginas de Alice com um pouco mais de expectativas do que seria bom para curtir a leitura.
Acho que eu esperava um pouco mais tempero, tanto nos fatos quanto nos diálogos, mas a falta disto pode ser explicada facilmente pelo publico alvo que é diferente das outras séries da autora: este é um livro juvenil. Com todas aquelas coisas de highschool, primeiros beijos, voltar para casa antes das dez, e tudo o mais. Natural que seja menos hot e mais inocente.
A estória em si: Alice Bell é uma garota como qualquer outra, er... mais ou menos: o pai dela é maluco. Ele vê coisas: criaturas que atacam na escuridão, criaturas que só ele vê. Mantém, desta forma a família toda enclausurada, tornando a infância de Alice e principalmente, sua pré-adolescência, um inferno. Eis que, no desenrolar da estória, descobrimos que o único certo da família era o pai, e que as criaturas que só ele via, realmente existem. Após um acidente que mata sua família, Alice começa a ver o que o pai via: zumbis.
Após a perda da família, ela vai viver com a avó e o avô, e na nova escola, conhece Kat, que passa a ser sua melhor amiga e acaba envolvendo-se com a turma de bad-boys local. Só que os aparentemente bad-boys são, na verdade os mocinhos da estória: são eles que protegem, na calada da noite, a cidade incauta dos zumbis que ela nem sabe que existem.
O livro se desenrola mostrando as descobertas de Alice, seu arrependimento pelas vezes que duvidou de seu pai, a saudade da família, o envolvimento gradual com Cole - chefe dos bad-boys combatentes de zumbis - a amizade com Kat e a reconstrução de sua vida pós-orfandade.
É um bom livro, mas não é nem de longe o melhor da autora.
E o vínculo com a obra de Lewis Carrol, para justificar o trocadilho do nome, é muito tênue... muito, muito tênue.