Um pouco datado, mas para um professor que esqueceu de pesquisa é um início
A ideia do livro é bem utópica e seria excelente de que professores a fizessem entre suas aulas, mas seria possível isso apenas se a jornada de trabalho fosse de 10h semanais com turmas de de no máximo 12 alunos. A ideia de trazer o básico para se fazer um relatório científico sobre algum assunto na escola ou da própria aula do professor pesquisador é o ponto mais louvável do livro; mas muito distante da realidade. Como professor e vendo a atual realidade da educação, ficaria impossível conciliar uma pesquisa dentro da escola e o trabalho cotidiano das aulas e burocracias da docência. Para um professor que já está 30 anos no magistério, o livro vai permitir que ele se reconecte com as metodologias e práticas exigidas na universidade em pesquisas, sendo o livro uma introdução para o professor que deseja se pós-graduar e deve fazer uma dissertação de mestrado, por exemplo. Muitas das dicas estão datadas quando se referem ao uso de tecnologias, já que a internet, gravação de voz e slides são as maiores tecnologias citadas no livro, então vai do leitor saber quais tecnologias atuais poderiam ser substitutas de alguns processos de pesquisa apresentados no livro. Na realidade não vejo em médio e longo prazo a possibilidade de um professor ser pesquisador também, mas dado o contexto atual a prática do livro de levar a pesquisa para dentro da escola seria uma ideia de negócio para se prestar a escolas particulares no caso. Ofertar o serviço de um profissional realizar pesquisas na escola para melhorar a eficiência da gestão e das aulas seria um serviço aliado na docência.
