Com 'O homem que falava de Otávia de Cádiz', que junto com A vida exagerada de Martin Romaña formam um díptico, o escritor peruano Alfredo Bryce Echenique dá seguimento à recriação do espírito picaresco que tanto marcou o romance seiscentista espanhol. A trama vai se desenrolando à medida que o personagem-narrador escreve seu Caderno Vermelho de Navegação, e gira em torno de sua difícil relação amorosa com Otávia de Cádiz, dama de origem nobre que, assegura Martin, ama-o com paixão. Mas um enigma impede a delicada moça de se entregar completamente a ele. É o suficiente para Romaña partir em busca do fio perdido, mesmo que isto lhe custe o escárnio, tontices, muitos comprimidos, os nervos em frangalhos e outras coisas mais. Seu pensamento se mantém sempre nos heróis dos velhos romances, que se casavam ou morriam de amor.