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    A Acumulação do Capital -

    Rosa Luxemburg

    Nova Cultura
    1985
    418 páginas
    13h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    12 avaliações
    Leram20Lendo9Querem117Relendo0Abandonos2Resenhas1
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    Resenhas (1)Ver mais
    Camila Hassen picture
    Camila Hassen14/05/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Acumulação da Crise

    Tem livro que envelhece mal. Esse aqui parece que foi escrito depois de abrir o jornal de hoje. Fiquei impressionada com o quanto a Rosa Luxemburgo consegue desmontar o capitalismo sem cair num texto panfletário vazio. Ela pega uma discussão econômica super densa e mostra, com muita clareza, como a expansão do capital depende de violência, exploração e destruição de povos inteiros. E o mais assustador é perceber como várias coisas que ela descreveu em 1913 continuam acontecendo com outro nome, embalagem moderna e PowerPoint corporativo. Não vou fingir que é uma leitura leve. Há muitas fórmulas e conceitos econômicos. Mas, ao mesmo tempo, é aquele tipo de livro que faz a cabeça fervilhar. A crítica ao imperialismo, à falsa ideia de progresso e à lógica infinita da acumulação continua muito atual. Dei 5 estrelas porque é uma obra que muda a forma de enxergar o mundo. E sinceramente? Depois dela, fica difícil olhar pra globalização sem ouvir um barulho de saque ao fundo.

    2 curtidas

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    4.1 / 12
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Rosa Luksemburg profile picture

    Rosa Luksemburg

    Nascida em 5 de março de 1871 em Zamość, pequena cidade polonesa então ocupada pela Rússia, Rosa foi a quinta filha de uma família judia emancipada e culta. Iniciou sua militância no movimento operário (ilegal) em Varsóvia, onde frequentou o liceu para moças, e antes dos dezoito anos teve de fugir por conta da perseguição política, refugiando-se na Suíça. Em Zurique, estudou Ciências Naturais, Matemática, Direito e Economia Política, e com 22 anos fundou, com Leo Jogiches, Julian Marchlewski e Adolf Warski, a Social-Democracia do Reino da Polônia (SDKP). Em 1897 defende doutorado sobre desenvolvimento industrial da Polônia e um ano depois muda-se para Berlim, onde passa a militar na socialdemocracia alemã (SPD). Ganhou projeção neste meio marxista alemão em 1899, com a publicação de um ensaio contra o teórico socialista Eduardo Bernstein, amigo pessoal de Engels e executor do testamento de Marx, intitulado Reforma social ou revolução?. Neste artigo, até hoje bastante conhecido e difundido, Luxemburgo questiona os argumentos de que o capitalismo atingira um desenvolvimento tal que impediria crises e levaria a possibilidades de transformação meramente por iniciativas institucionais e pacíficas. A radionovela ROSA LUXEMBURGO, produzida pelo MST e a Fundação Rosa Luxemburgo Durante dez anos, entre 1904 e 1914, Rosa Luxemburgo representou o partido socialdemocrata polonês e lituano, como passou a se chamar a entidade após 1900, no Bureau socialista internacional em Bruxelas. Em 1906 viajou clandestinamente para Varsóvia a fim de colaborar com a revolução russa iniciada um ano antes, e foi detida junto com Jogiches, passando quatro meses na prisão. Em sua volta à Berlim, sua defesa da greve de massas como instrumento contra o capitalismo já ocupava lugar central em suas intervenções políticas e teóricas. Entre 1907 e 1914 foi professora da escola de quadros do partido socialdemocrata alemão, sendo deste período a elaboração de obras como A acumulação do capital (1913) e Introdução à economia política (1925). Juntamente com outros companheiros de partido, como Clara Zetkin e Karl Liebkbnecht, articula em 1914 o Grupo Internacional em protesto à aprovação de créditos de guerra por parte da socialdemocracia, convertida aos esforços militares e nacionalistas do período. Em 1918 o grupo passaria a se chamar Liga Spartakus, organização que encabeçaria uma tentativa de revolução na Alemanha. Acusada de agitação antimilitarista, Luxemburgo ficou presa durante um ano entre 1915 e 1916 e por mais alguns meses logo em seguida. Na prisão escreveu A crise da socialdemocracia (1916) e A Revolução Russa, na qual se contrapõe a alguns aspectos dos bolcheviques russos dos quais ela discordava. Foi libertada em 8 de novembro de 1918, no início da revolução alemã. Na virada de 1918 para 1919 participa da fundação do Partido Comunista Alemão (KPD) e em janeiro deste ano é presa junto com Karl Liebknecht no que foi conhecido como a “insurreição de janeiro”. Ambos são assassinados em 15 de janeiro de 1919 por tropas do governo. Rosa Luxemburgo tinha 48 anos. De acordo com periodização proposta por Isabel Loureiro, uma das principais especialistas latino-americanas no pensamento de Luxemburgo, sua obra teórica pode ser dividida em duas períodos: o primeiro que vai de 1891 a 1914, que tem como fio condutor a criação, o apogeu e o desmoronamento da Segunda Internacional, e um segundo que vai de 1914 a 1919 e que foca-se inicialmente na crítica à Primeira Guerra e depois na análise das revoluções russa e alemã.

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    Rosa Luksemburg