O ocultismo casual permeia a cultura da juventude, os meios de informação que alcançam as crianças, e as lições de classe. Os nossos filhos estão sob ataque constante até mesmo quando participam de determinados grupos de jovens que deveriam receber uma orientação sadia.Linda Harvey destaca como as questões sociais da atualidade, a internet, a televisão, os filmes e até mesmo o feminismo estão contribuindo para o agravo desse problema. As impressões digitais do maligno estão por toda parte naquilo que parece ser um inocente pacote de atividades e entretenimento juvenis. Os "quando", "onde", e "como" são transformados em dicas e encorajamento em benefício do discernimento de famílias que querem entender como essa espiritualidade popular difere da genuína doutrina cristã. O papel especial dos pais é destacado.
O Meu Filho Não! - Como, por que e onde o paganismo se conecta com as crianças e jovens
Linda Harvey
Esse é um livro feito para pais e líderes de crianças, adolescentes e jovens. Entretanto, resolvi comprar porque trata sobre ocultismo, que é um tema que gosto de pesquisar. Confesso que muita coisa foi surpreendente e além do que eu imaginava. Além disso, mesmo o livro sendo de mais de dez anos atrás, permanece mais atual do que nunca. Como prometido, a autora analisa como a cultura pagã está invadindo o entretenimento infanto-juvenil. O que mais me chocou foram os relatos de práticas ocultistas feitas em igrejas, tanto católicas, quanto protestantes e evangélicas. E o pior é que não era nada sutil: mas seções de danças “sagradas”, adoração à “mãe terra”, técnicas para deixar inconsciente, e coisas semelhantes e essas. Confesso que foi chocante ler esses tipos de relatos acontecendo em igrejas cristãs. Foi surpreendente também a explicação do porquê de coisas aparentemente sem ligações, tais como o feminismo, a promoção ao estilo de vida homossexual, a popularização dos métodos contraceptivos e abortivos, entre outros têm tudo a ver com a promoção de uma cultura pagã na nossa geração. É bem interessante a distinção que a autora faz entre a ficção e a fantasia (as antigas feitas quase todas por cristãos) e a literatura ocultista infanto-juvenil. Na ficção saudável, existe um mundo fantástico, mas os limites entre o bem e o mal são definidos e a magia é sempre mostrada como algo negativo. Já na ficção ocultista, não há um limite claro entre o bem e o mal, e a magia é mostrada como algo bom ou neutro, ou usada para conquistas pessoais. A ficção até pode (e deve) mostrar que existe um mundo além do material e do natural, mas não pode confundir o mal com o bem como têm sido propositalmente feito. Uma última consideração é a explicação que a autora dá em relação ao código de moralidade pagão. Ela explica que mesmo eles dizendo que têm uma moral, ela é subjetiva porque é operada de acordo com os próprios interesses e em alcançar os objetivos pessoais. Diferentemente do cristianismo que possuí uma moral clara e objetiva, derivada do caráter revelado de Deus nas escrituras.
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