Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores137
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Sôbolos rios que vão -

    António Lobo Antunes

    Alfaguara
    2012
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788579621185
    Português Brasileiro
    3.7
    29 avaliações
    Leram54Lendo2Querem77Relendo0Abandonos4Resenhas4
    Favoritos3Desejados77Avaliaram29

    Entregue à fraqueza do corpo após a retirada de um tumor maligno, o narrador desta história de fundo autobiográfico passa os dias sofrendo com as dores e humilhações da doença. Lembrando-se dos caminhos trilhados até então, como a ingenuidade e as descobertas da infância, a vila em que morou e os ares da serra, a convivência com os avós e as cartas não correspondidas pela menina que amava, ele narra suas experiências de vida, em contraste à angústia diante da morte. António, entre as dores e a confusão provocada pela anestesia e pelos medicamentos, recupera fragmentos da sua vida e das pessoas que a atravessaram. Como um rio que corre, assim como no trecho de Camões - que dá título ao romance -, o leitor vive com ele as angústias em relação à doença, a proximidade da morte e o chamado da vida. Sôbolos Rios Que vão é um romance único, narrado de forma vigorosa - uma prosa que foge da linearidade, possibilitando que tempos distintos se misturem naturalmente entre as vozes dos personagens. Nele, Lobo Antunes revela a memória como uma valiosa herança para se lidar com o presente e superar os seus males. Em sua narrativa, o autor português insere o leitor em momentos de desesperança que se intercalam com a nostalgia do que viveu e imaginou.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI picture
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI18/04/2014Resenhou um livro
    0

    O estilo da escrita roubou o sabor da leitura.

    “Sôbolos rios que vão” é um livro que chegou até a mim iluminado pelas 5 estrelinhas e foi direto para Estante dos favoritos, pois se trata de mais um mimo da sempre tão delicada Paulinha. Só que no decorrer da leitura, as estrelinhas foram se apagando uma a uma. O motivo? A escrita de António Lobo Antunes. Sendo minha estreia na literatura desse escritor, desconheço o seu estilo, portanto não sei se a escrita descontinuada, fragmentada e com o predomínio de palavras soltas é comumente utilizada por ele (lembrou-me muito Faulkner) ou se foram as reminiscências confusas, conturbadas de um moribundo solitário,o Antoninho – o Sr. Antunes para os médicos e enfermeiro as responsáveis por um tipo de escrita que fez com que minha leitura fosse enfastiante. Não fosse o estilo da escrita, as estrelinhas continuariam brilhantes mesmo diante dos dias agonizantes do Sr. Antunes que se arrastavam em meio da dor e das morfinas, pois em contraponto com a morte que se aproxima, uma vida inteira surge pelas lembranças. Lembranças desencadeadas pelos cheiros e movimento de dentro do hospital que levam o Sr. Antunes de volta ao seu passado, volta a ser o Antoninho. E foi no labirinto dessas lembranças (narradas por um anônimo – ou não) me deparei com passagens belíssimas como as das pags.: 13 : “[...] E por segundos uma doçura de perfume e um sabor de carne viva, a palavra filho a fazer sentido, sou seu filho e ao dizer mãe digo uma coisa verdadeira [...] Ou ainda às pags. 181: “[...]tudo o que não teria importância se a mãe – Antoninho e o peito dela o sítio onde ancorar o seu medo do mundo [...] Como são lembranças de uma vida claro que nem tudo foram flores e desilusões, traições também fizeram parte dessa vida. Não posso encerrar meu comentário sem deixar de falar sobre o título: Sôbolos rios que vão. Claro que um termo que me era tão estranho me levaria buscar conhecer o seu significado.Por meio das minhas pesquisas fiquei sabendo que: A palavra sôbolos corresponde à flexão do masculino plural de sôbolo. Esta é uma forma do português antigo, contração da preposição sobre com artigo definido antigo LO e significa SOBRE. Fiquei sabendo também que António Lobo Antunes retirou o título do Poema de Camões: “Sobolos rios que vão Por Babilônia m’achei, Onde sentado chorei As lembranças de Sião, E quanto nela passei. Ali o rio corrente De meus olhos foi manado; E tudo bem comparado,, Babilônia ao mal presente Sião ao tempo passado.” (…) Mas o que eu não esperava era encontrar um Poema do Mário Quintana intitulado SÔBOLOS RIOS QUE VÃO. SÔBOLOS RIOS QUE VÃO. Olha, eu talvez seja esse cadaver desconhecido que avistam sob uma ponte com relativo interesse: Nem sei mais se me matei se morri por distraido se me atiraram do cais --- o mistério é mais profundo, muito mais... Vida, sonho de um segundo ---isso é vulgar mas atroz --- e tenho pena de mim como a que eu tenho de voz... e sigo todo florido destes nossos velhos sonhos imortais ---o misterioso tão sem fim --- eu sigo todo florido cadáver desconhecido vogando, lento, à deriva nos rios todos do mundo! Mario Quintana in: Esconderijos do Tempo. Como eu disse ao iniciar meu comentário, Sôbolos rios que vão irá figurar entre os meus favoritos, todavia para não ser injusta, opto por não avaliá-lo,uma vez que o estilo da escrita me roubou o sabor da leitura. Acho que também devo considerar o saldo positivo da leitura: os novos conhecimentos adquiridos. Agora, quanto a indicá-lo para leitura...bem se o leitor gostar de desafios que vá em frente, mas por sua conta e risco. Mas adianto que não é uma leitura fácil.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 29
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas3%
    António Lobo Antunes profile picture

    António Lobo Antunes

    António Lobo Antunes nasceu em 1942, em Lisboa, na zona de Benfica, onde cresceu. É o mais velho de seis irmãos. Licenciou-se na Faculdade de Medicina, em Lisboa, carreira que afirmou ter seguido por acaso. Já aos 13 anos queria ser escritor. Especializou-se em psiquiatria por nela achar semelhanças com a literatura. Parte de sua experiência clínica foi praticada em Angola, durante a Guerra Colonial, depois do que retornou a Portugal. No que concerne à política, apenas uma vez foi militante da APU (1980). No entanto, em relação à questão do poder, manteve-se um pouco distanciado, talvez por formação, herança do pai, anarquista. Foi sensivelmente a partir de 1985 que Lobo Antunes passou a se dedicar quase exclusivamente ao ofício da escrita. Os temas abordados em suas primeiras obras são a Guerra Colonial, a morte, a solidão, a frustração de viver/não amar. Tem três filhas: uma de 27, outra de 25 e outra de 15. Embora dedique a vida à escrita, costuma ir muitas vezes ao hospital. Sobre a escrita, Lobo Antunes diz: "Eu escrevo livros para corrigir os anteriores. E ainda tenho muito para corrigir". A sociedade urbana da média burguesia é a mais retratada em seus livros, uma vez que esta sociedade caracterizou o seu ambiente familiar. Deste modo, o autor tem necessidade de partir de uma base real para a criação de suas obras. Segundo o autor, suas principais influências foram os cinemas norte-americano e italiano, os andamentos da música e também alguns escritores que o encantaram na adolescência, como Céline, Hemingway, Sartre, Camus, Malraux, Júlio Verne e Emilio Salgari, acrescidos mais tarde com a descoberta primeiro de Simenon e, depois, dos russos Tolstoi e Tchekov.

    47 Livros
    78 Seguidores

    António Lobo Antunes