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    Occupy (Tinta Vermelha #1) - Movimentos de protesto que tomaram as ruas

    David Harvey, Vladimir Safatle, Emir Sader, Giovanni Alves, Henrique Carneiro, Immanuel Wallerstein, Mike Davis, Slavoj Žižek, Tariq Ali

    Boitempo
    2012
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-13: 9788575592168
    Português Brasileiro
    3.9
    179 avaliações
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    A memória coletiva marcará 2011 como o ano em que as pessoas tomaram as ruas de diversos países em uma onda de mobilizações e protestos sociais: um fenômeno que começou no norte da África, derrubando ditaduras na Tunísia, no Egito, na Líbia e no Iêmen; estendeu-se à Europa, com ocupações e greves na Espanha e Grécia e revolta nos subúrbios de Londres; eclodiu no Chile e ocupou Wall Street, nos EUA, alcançando no final do ano até mesmo a Rússia. Das praças ocupadas por acampamentos às marchas de protesto nas avenidas das principais metrópoles, emergiu uma consciência de solidariedade mútua que resultou em toda sorte de material multimídia sobre o movimento na internet, amplamente compartilhado nas redes sociais. Para o jornalista, doutor em Ciências Sociais e blogueiro Leonardo Sakamoto, o que muita gente ainda não percebeu é que tais ferramentas não são utilizadas para a mera descrição dos fatos, mas sim para a construção e reconstrução da realidade: “Quando a pessoa atua através de uma dessas redes, não reporta simplesmente. Inventa, articula, muda. Vive”. Inspirada por essa campanha colaborativa, a Boitempo lança, em parceria com a revista eletrônica Carta Maior, a coletânea Occupy – movimentos de protesto que tomaram as ruas, a qual reúne artigos de pensadores críticos deste novo momento da política global em que a voz das ruas passa a ocupar o cenário. O livro será vendido a preço de custo, graças à colaboração dos autores e ilustradores, que cederam os direitos autorais para tornar a obra mais acessível e condizente com a proposta do movimento. Imbuídos não só da lucidez da crítica, mas também da esperança e da paixão pelo engajamento, os textos apresentam alguns consensos, como a certeza do declínio geral do capitalismo; a percepção de uma nova solidariedade social; e a análise da ausência, até o momento, de uma definição estratégica dos movimentos de ocupação. Apesar de Tariq Ali dizer que saber contra quem se luta é um importante começo, Slavoj Žižek é bem categórico ao afirmar que não basta saber o que não se quer, é preciso saber o que se quer. O povo, de acordo com ele, sempre tem a resposta, o problema é não saber a pergunta. A identificação da desigualdade social, da riqueza e do poder de 1% da população mundial contra os 99% já está clara de acordo com João Alexandre Peschanski. Giovanni Alves acredita que é essencial um programa coerente para a formação de um novo movimento de organização de classe que junte o proletariado e o precariado, mas a conclusão de Vladimir Safatle sobre o programa reformista e regulacionista do capitalismo é categórica e controversa: “a época em que nos mobilizávamos tendo em vista a estrutura partidária acabou”. No hemisfério norte, Immanuel Wallerstein e Mike Davis comemoram 2011 como um bom ano para a esquerda, enquanto David Harvey defende a importância da união dos corpos no espaço público. Com foco no Oriente Médio, Emir Sader analisa a Primavera Árabe, em que a necessidade de organizações políticas é ainda maior dada a presença dos movimentos fundamentalistas e de uma interferência militar direta da OTAN e dos EUA. O caso brasileiro, abordado no texto de Edson Teles, ainda não teve movimentos da mesma magnitude que os de outros países, mas possui a peculiaridade de mobilizar setores da juventude e de excluídos sociais. Tais grupos foram alvo, em 2011, de uma sistemática repressão policial, desde as marchas da maconha em São Paulo e a entrada de tropas de choque na USP até a expulsão dos moradores do Pinheirinho e os projetos higienistas no centro das capitais. A extrema-direita, que revelou em 2011 a sua face mais explícita, no massacre na Noruega, também cresce. A troika (União Europeia, FMI e Banco Europeu) dita ordens de mais austeridade e todos os governos as seguem. Ao que tudo indica, o duro inverno do hemisfério norte será seguido por uma primavera politicamente quente em 2012, colocando na ordem do dia o debate sobre a natureza e a evolução dos novos movimentos políticos que floresceram em 2011. Poderá a indignação se tornar revolução? [Baseado na apresentação de Henrique Soares Carneiro]

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    Rafael Musolino de Lauro02/11/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Occupy

    Lançado em março deste ano, o livro Occupy – Movimentos de protesto que tomaram as ruas é a coroação da editora Boitempo (neste livro em parceira com o portal Carta Maior), que tornou-se um dos principais pontos de convergência das linhas de pensamento da esquerda. Não só por ter traduzido a obra completa de Marx e Engels ou por manter coleções como Estado de sítio, Marxismo e literatura, O mundo do trabalho, entre outras, mas por ter uma proposta política clara, uma diretriz ética que não permite o lucro como primeiro plano. Occupy reúne textos de diversos intelectuais (Slavoj Žižek, Mike Davis, Tariq Ali, Vladimir Safatle, Edson Teles, Emir Sader, entre outros) tratando dos movimentos de populares que tomaram as ruas no ano de 2011. Mas a proposta não acaba aí, para tornar o livro mais acessível, os editores, os autores e os fotógrafos cederam gratuitamente seus trabalhos, o aproveitamento de papel e o projeto gráfico também ajudaram a reduzir os custos. No fim das contas, o livro saiu mais barato do que ir e voltar usando ônibus e metrô para comprá-lo. ..........leia mais em: http://arazaoinadequada.wordpress.com/2012/11/06/resenha-occupy/

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    David Harvey

    Geógrafo e professor britânico, um dos marxistas mais influentes da atualidade, reconhecido internacionalmente por seu trabalho de vanguarda na análise geográfica das dinâmicas do capital, recebeu o Prêmio Vautrin Lud, o Nobel da Geografia, em 1995.

    17 Livros
    90 Seguidores
    Kent, Inglaterra

    David Harvey