Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas8
    • Leitores269
    • Similares0

    Feliz Ano Novo -

    Rubem Fonseca

    Saraiva
    2012
    132 páginas
    4h 24m
    ISBN-13: 9788520930045
    Português Brasileiro
    3.9
    81 avaliações
    Leram171Lendo12Querem83Relendo0Abandonos3Resenhas8
    Favoritos5Desejados83Avaliaram81

    Considerado um dos principais livros de Rubem Fonseca, Feliz Ano Novo reúne contos repletos de violência com uma linguagem precisa e contundente que veio a se tornar a mais significativa marca autoral do escritor. Uma dura crítica social numa obra que há quase quatro décadas se mantém atual e relevante, mostrando o motivo pelo qual Rubem Fonseca se tornou um dos maiores gênios da literatura de nosso país.

    Resenhas (8)Ver mais
    Leila de Carvalho e Gonçalves  picture
    Leila de Carvalho e Gonçalves 27/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Obra-Prima

    ?Não existe essa coisa de um livro moral ou imoral. Livros são bem escritos ou mal escritos. E é só.? (Oscar Wilde) Tendo como cenário a cidade do Rio de Janeiro, Feliz Ano Velho reúne 15 contos de Rubem Fonseca cujo fulcro é a violência urbana. Lançado em 1975, durante a ditadura militar, no ano seguinte ele foi censurado e tirado de circulação sob alegação de apologia à violência e conteúdo contrário à moral e aos bons costumes.Entretanto, o motivo era outro: a literatura bruta de Fonseca conseguia abrir fissuras no tecido social, trazendo à luz uma série de questões que o regime autoritário tentava à todo custo acobertar, pois colocavam em xeque sua eficiência e continuidade. O título do livro é o mesmo do conto que encabeça a coleção e sem dúvida ele é a cereja do bolo. Em linhas gerais, Feliz Ano Novo aborda a violência como produto de uma sociedade desigual. O conto narra um assalto a mansão de um milionário, orquestrado por três marginais durante uma passagem de ano. Escatológico e macabro, suas últimas páginas têm o efeito de um soco no estômago, capaz de fazer o leitor perder o fôlego. Outros dois contos também primam pela maneira como abordam o tema. Passeios Noturnos I e II têm como narrador e protagonista um homem de sucesso que, a bordo de seu Jaguar, consegue relaxar do estresse diário, realizando solitários passeios noturnos pelas ruas da cidade e, se o destino é incerto, seu propósito não é. Em síntese, um intrigante estudo sobre a psicopatia. Já em ?Pedido?, a violência adquire nova roupagem. Ela não gera danos físicos, é fruto da vingança de um homem contra outro, que já foi seu amigo, por conta dos filhos, isto é, enquanto o dele é um Zé-Ninguém; o do outro formou-se em Medicina. Destilando desumanidade, a narrativa é tão brutal quanto as demais. Quase quinquagenário, o livro surpreende pela atualidade e relevância. Apresentando desde um campeonato de conjunção carnal até a tradição canibalista de uma distinta família, não é por acaso que essa coleção é considerada uma das melhores, senão a melhor, do escritor. Em especial, se você é admirador de Fonseca e sempre reclamou das poucas entrevistas que ele deu ao longo da vida, Intestino Grosso, o último da relação, é um deleite. A narrativa apresenta a entrevista entre um jornalista e um polêmico escritor e em dez paginas, a ilustre personagem, sempre na defensiva, explica porque escreve, ou melhor, porque escreve como escreve?... Quanto a edição, ela destaca-se pela inclusão de tres extras que não devem ser deixados para trás. São eles: * um trecho de O Caso Rubem Fonseca: Violência e Erotismo em Feliz Ano Novo, de Deonísio da Silva * Contribuição para a Análise do Espaço na Obra de Rubem Fonseca, de António Alçada Baptista * Caso de Policia, de Sérgio Augusto. Finalizando, deixo um reparo premonitório do poeta Affonso Romano de Sant?Anna em sua resenha sobre o livro, publicada na edição de 5 de novembro de 1975, na revista Veja. Após inúmeros elogios, ele sentencia: ?Uma leitura superficial desta obra pode tachá-la de erótica e pornográfica.? Deu no que deu...

    18 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 81
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    José Rubem Fonseca profile picture

    José Rubem Fonseca

    O escritor e roteirista cinematográfico brasileiro José Rubem Fonseca nasceu no dia 11 de Maio de 1925, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ele passou a residir a partir dos oito anos. Antes de se devotar ao ofício literário, Rubem percorreu uma longa jornada na carreira policial, na qual ingressou ocupando o cargo de comissário, no 16º Distrito Policial, em São Cristóvão, ainda em terras cariocas, no dia 31 de dezembro de 1952. Ele permaneceu nesta profissão até o dia 06 de fevereiro de 1958, quando foi exonerado. Durante a maior parte de sua vivência policial ele trabalhou no gabinete, como relações públicas dessa instituição, estagiando por pouco tempo nas ruas. Um dos melhores estudantes da Escola de Polícia, ele se destacou profissionalmente por sua percepção apurada da psique humana, sua visão psicológica dos infortúnios do Homem. As experiências então vivenciadas pelo autor foram depois traduzidas por ele em sua obra. Neste momento, porém, ele ainda não revelava nenhuma inclinação literária. Em 1954, no mês de Julho, ele e mais nove policiais receberam a oportunidade de estudar nos EUA. Ele aproveitou este momento para também cursar Administração e Comunicação nas Universidades de Nova York e de Boston. De volta ao Brasil, atuou na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, ministrando aulas sobre seu campo de trabalho. Ao deixar a Polícia, o escritor ainda teve uma passagem pela Light, antes de se dedicar totalmente à literatura. O autor iniciou sua trajetória literária escrevendo contos, reunidos depois no livro Os Prisioneiros, lançado em 1963. A partir daí seu impulso criador não mais cessou. Ele publicou A Coleira do Cão, de 1965; Lúcia McCartney, de 1967; O Caso Morel, em 1973; Feliz Ano Novo – livro de 1975, censurado durante a Ditadura Militar; O Cobrador, de 1979; A Grande Arte – romance de 1983, adaptado para o cinema pelo próprio autor, dirigido por Walter Salles Jr.; Buffo & Spallanzani, de 1986; Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, em 1988; Agosto, de 1990 – convertido para as telas televisivas com grande sucesso; O Selvagem da Ópera, de 1994; O Buraco na Parede, de 1995; Diário de um Fescenino, em 2003; O Romance Morreu, de 2007, entre outros. Em seus livros despontam seres à margem da sociedade, assassinos, prostitutas, policiais, representados em um cenário povoado pela violência explícita e por uma alta voltagem sexual. Estes elementos são apresentados ao leitor através de uma linguagem austera, crua e sem circunlóquios. A ficção mesclada com fatos históricos também é uma característica da produção literária de Rubem Fonseca, como no retrato de Getúlio Vargas em Agosto, e a representação da trajetória existencial do compositor Carlos Gomes em O Selvagem da Ópera. Rubem Fonseca também escreveu críticas cinematográficas para a revista Veja, em 1967. Recebeu, ao longo de sua carreira literária, várias premiações importantes, entre elas o Prêmio Camões, o mais importante do idioma português. Ele foi igualmente consagrado por seus roteiros escritos para o cinema, recebendo o Coruja de Ouro por seu roteiro Relatório de um Homem Casado, de Flávio Tambelini; o Kikito de ouro, no Festival de Gramado, pelo longa-metragem Stelinha, dirigido por Miguel Faria; e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, pelo roteiro de A Grande Arte, acima citado. Ele criou um personagem que se imortalizou nos meios literários – o advogado Mandrake, despido de valores morais, sempre cercado de mulheres, habituado a circular pelo ‘underground’ carioca. Este protagonista foi transportado para as telas da TV em uma série popular do canal HBO, vivido pelo ator Marcos Palmeira, em roteiro adaptado pelo filho de Rubem. Viúvo, pai de três filhos - Maria Beatriz, José Alberto e o diretor de cinema José Henrique Fonseca, o escritor era uma pessoa retraída e pouco se expunha diante da mídia. Sempre respeitado e admirado por seus amigos como uma pessoa modesta, amável e bem-humorada, faleceu no dia 15 de Abril do ano de 2020, aos 94 anos, decorrente de um infarto, em plena pandemia de Covid-19.

    64 Livros
    706 Seguidores
    Juiz de Fora, Brasil

    José Rubem Fonseca