Robinson Crusoé -

    Daniel Defoe

    Penguin-Companhia
    2012
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-13: 9788563560414
    Português Brasileiro

    O argumento básico de Robinson Crusoé é universalmente conhecido. Isolado em sua “Ilha do Desespero” (ao largo da atual Venezuela) após um trágico naufrágio, o marujo inglês luta pela sobrevivência valendo-se de todos os escassos meios a seu alcance. Com o tempo e os utensílios recuperados do navio, ele chega a se tornar um competente marceneiro e agricultor, além de pastor de cabras e profundo conhecedor da Bíblia - a única leitura disponível. Sem contato com qualquer ser humano por mais de duas décadas, certo dia Crusoé salva um nativo do assassinato por canibais que haviam aportado numa das praias da ilha, e logo o faz seu criado, dando-lhe o nome de Sexta-Feira. Alguns anos mais tarde, o acaso leva um navio inglês às proximidades da ilha, dando início a um longo conflito com a tripulação amotinada. O livro também conta com uma alentada introdução de John Richetti, professor emérito de literatura inglesa na Universidade Columbia e reconhecido especialista na obra de Daniel Defoe.

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    Clio picture
    Clio19/10/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Não sei quantas vezes li esse livro, é um dos meus preferidos. Robinson é um naufrago que tem que se adaptar a uma ilha deserta. Defoe se recusou a pegar a via mais fácil de transformar esse num romance intimista e depressivo. Pelo contrário, sua ideia era elevar a capacidade e engenhosidade humana de ser capaz de se adaptar e adaptar qualquer meio. O protagonista desde o primeiro momento não se deixar abater pelas circunstâncias e usa cada pequena folha e graveto para transformar a ilha que vem a ser sua moradas. São capítulos levemente descritivos de como fazer manteiga, por exemplo, e muita maravilha na exploração do lugar. Não se deve, no entanto, tentar trazer uma crítica moderna a esse livro do início do século XVIII. O autor é fruto de seu tempo e faz várias observações sobre a supremacia do homem europeu branco e sua sociedade como uma máquina civilizatória. Meu conselho é ignorar essa parte e aproveitar a capacidade narrativa de Defoe que se mantém até os dias atuais.

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