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    A Noite do Massacre -

    Carlos Heitor Cony

    Alfaguara
    2012
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9788579621307
    Português Brasileiro
    3.1
    41 avaliações
    Leram52Lendo0Querem34Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados34Avaliaram41

    O thriller A noite do massacre, de Carlos Heitor Cony, retrata diferentes personagens que têm suas vidas transformadas por um violento incidente. Marcelo e Sílvia Caseli são um casal da alta sociedade paulistana que, por trás da aparente felicidade, sustentam uma relação de hipocrisia e intrigas. Ao mesmo tempo em que tenta lidar com a instabilidade emocional pela qual Sílvia vem passando, Marcelo busca manter uma aparência moderada e até mesmo fria diante dos filhos. O equilíbrio claustrofóbico que mantêm, no entanto, desmorona quando a quadrilha liderada por João Sereno, bandido intelectualizado, arquiteta um assalto à residência do casal. A partir deste pano de fundo, o autor disseca as relações pessoais nas grandes cidades dos anos 70 e sua fragilidade em meio à violência urbana. Com uma narrativa veloz, aborda os dramas pessoais dos personagens envolvidos no assalto em pleno regime de repressão militar. Cony apresenta um cenário urbano decadente: homens abandonados pela luta armada, herdeiros de uma violência que não mais se funda em ideais; esposas sufocadas pela insatisfação, que persiste apesar do êxito de suas vidas; uma alta sociedade paulistana alimentando-se da falência das relações humanas. Escrito em 1975, este livro nasceu de um roteiro encomendado ao autor. "Fui procurado pela produtora Hawaí Filmes para fazer o roteiro de uma produção sobre a onda de violência que, naquela época, inquietava, sobretudo, os moradores dos bairros mais nobres de São Paulo. Ao lançar mais uma edição do original, voltei ao título primitivo, uma vez que a violência urbana continuou produzindo episódios iguais ou piores", diz Cony. Profético em muitos aspectos, A noite do massacre, que à época originou Paranoia, do diretor Antônio Calmon, é um panorama de absurdos que faz lembrar o próprio presente, acompanhado por passagens sexuais e reviravoltas inesperadas.

    Resenhas (3)Ver mais
    Fabio C picture
    Fabio C07/10/2022Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Achei sem propósito.

    Já é o quarto livro do Carlos Heitor Cony que leio (guardei o Quase Memória, seu clássico, para ser o último). Sendo bem sincero, todos eles foram bem mais ou menos até agora. Mas esse teve um destaque negativo. Talvez por ter sido idealizado para ser um roteiro (pelo que entendi), achei que não funciona como livro. Vazio, sem propósito, sem graça, sensacionalista nas cenas de violência, que são gratuitas e até destoam. Faltou profundidade nos personagens. É notório que os personagens possuem uma entrada, um clímax e a saída. Quer dizer, quando tem sorte. Alguns estão ali para encher a tela do cinema, mas as páginas dos livros continuaram vazias. Se tivesse sido um conto, acho que faria mais sentido. O recorte ficaria mais coeso. No entanto, para um romance, faltou gás, faltou conteúdo. Tá roteirizado demais e essa novelização, pra mim, não pegou. De qualquer forma, sempre destaco a forma clara, concisa e direta que o autor escreve. Gosto da sua escrita, mas ainda não fui surpreendido por suas histórias.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.1 / 41
    • 5 estrelas7%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas17%
    • 1 estrelas7%
    Carlos Heitor Cony profile picture

    Carlos Heitor Cony

    Escritor, jornalista brasileiro, e imortal da Academia Brasileira de Letras.Estudou em seminário até quase ordenar-se, em Rio Comprido. Jornalista, foi um dos que se opuseram abertamente ao golpe militar de 1964. Como editorialista do Correio da Manhã, escreveu textos de crítica aos atos da ditadura militar. Já publicou contos, crônicas e romances. Seu romance mais famoso é de 1995, Quase Memória, que vendeu mais de 400 mil exemplares. Esse livro marca seu retorno à atividade de escritor/romancista. Seu romance, A Casa do Poeta Trágico, foi escolhido o Livro do Ano, obtendo o Prêmio Jabuti, na categoria ficção. (fonte:Wikipedia)

    104 Livros
    198 Seguidores
    Rio De Janeiro, Brasil

    Carlos Heitor Cony