O que me surpreendeu neste livro, aliás, não me surpreendeu em nada é ter verificado a estruturação das CEBs. Intuía, preliminarmente, o cunho ideológico-político dessa obra, dado seu idealizador, Frei Betto. Encarcerado por insubmissão ao poder constituído, o autor incute e/ou propaga no decorrer da leitura ´´o ópio do povo``, ou pelo menos, duma grande maioria: Marxismo. Como conciliar Marx com as CEBs? Ou como instituir as CEBs com a ideologia marxista? Betto não pensou duas vezes: envenenar a consciência da pastoral ou dos pastores, com mentiras, injúrias, calúnias sobre o mal da burguesia, do capitalismo. Não esperava nada além dessas besteiras ventiladas ao longo do livro, como esta: ´´Da mesma forma, onde o socialismo tem triunfado, desalienando o povo, a Igreja tem sido excluída ou relegada aos limites de "religião privada", não em virtude do caráter do marxismo, mas antes pelo fato de a Igreja achar-se, no regime capitalista, atrelada aos interesses da burguesia. ``
Foi como disse La Bruyère: ´´ No mundo há dois meios para nos elevarmos: pelo nosso valor ou pela imbecilidade alheia.``