Uma melodia bem escrita
Ao falarmos em Jodi Picoult o que vem a mente são temas polêmicos muito bem trabalhados, personagens fortes e o melhor: não há vilões.
Gosto da forma prática com que ela escreve. Dissecando cada um. Trazendo os pormenores dos casos a tona.
Nesse livro em específico temos Zoe Baxter que após alguns abortos de inseminações mal sucedidas vê o fim de seu casamento e sonhos.
Nisso quando devia desabar, Zoe conhece Vanessa e uma amizade lenta vai virando amor.
E que amor!!
O companheirismo das duas,a química,a leveza é imprescindível.
Ao mesmo tempo que temos Max e seus suscetíveis fracassos ou a luta diária contra um certo problema.
O agradável na leitura é a forma como ao virar as páginas você vai percebendo uma nova faceta de cada personagem ou a causa de ele ser assim.
Quando a luta pelos embriões congelados de ambos vai ao Tribunal vemos a luta de Zoe em vencer o preconceito ou a fé cega onde devia haver tolerância.
Já que o argumentos de ambos tem lá suas peculiaridades.
O interessante na trama é que todos têm argumentos válidos e cabíveis.
Ao mesmo tempo que pensamos que isso não poderia ser possível nos dias atuais.
E o engraçado é que é.
Ainda vemos casais gays sendo atacados verbalmente ou até fisicamente.Casamentos não reconhecidos legalmente ou uma lista sem fim.
Mas não é só isso que Jodi trabalha,claro.
Tem a fragilidade de Max, seus medos e a trama paralela pela qual torcemos.
Incredulidade, preconceito, intolerância,medos.
Esse livro nos traz uma mistura incrível pra pensar e repensar.
Categoria melhor de 2020.
Uma pena o Brasil não lançar ainda.
Esse foi incrível e com sotaque delicioso.