A serenidade debatida aqui não é simplesmente tranquilidade ou passividade. Ser sereno é muito mais do que isso. É um aguardar sem expectativas, uma posição ativa de acolher e estar aberto ao que vier, ao mistério. É um não-querer. Ou seja, é um estar aberto a tudo e não apenas ao que deseja ou a sua própria vontade.
O texto também traz uma crítica à era da técnica e ao excesso da exploração e dominação da natureza, a hegemonia do pensamento que calcula e o declínio do pensamento que medita. De fato, tão atual hoje quanto na época em que foi escrito. A saída dada pelo filósofo é a serenidade através do cultivo do pensamento que medita.