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    Amazônia - A viagem quase impossível -

    Louise Sutherland

    Totalidade
    1992
    180 páginas
    6h 0m
    ISBN-16: ISBN:_8585293047
    Português Brasileiro
    4.1
    11 avaliações
    Leram21Lendo1Querem34Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados34Avaliaram11

    Na década de 70 LOUISE SUTHERLAND, uma senhora que já havia realizado viagens de bicicleta em outros países, sem saber falar português resolveu conhecer e adentrar pelo universo riquíssimo cheio de diversidades e seres vivos que habitam a Amazônia. Ao pedir informações para atravessar a transamazônica sozinha ouviu comentários que tentavam fazê-la desistir perante os perigos que poderia encontrar, porém sua vontade de adentrar mata adentro passando pela rodovia foi maior. Após andar com as duas rodas resolveu sustentar a ideia de uma unidade móvel de saúde para aqueles que necessitavam de cuidados. Esse relato é um verdadeiro estímulo rompendo com barreiras, medos ou preconceitos que poderiam impedir a realização de uma viagem que resgata o selvagem ainda vivo em cada um de nós. Esse livro inspira todos aqueles que sentem vontade e querem conhecer a floresta, seu povoado, seres vivos e tradições. Uma mulher que seguiu a intuição e demonstrou que o que parece impossível é apenas quase impossível, dependendo de nossa coragem, coração aberto, cuidados e disposição a guiar nossas decisões para um encontro com o mundo que pode nos levar a um encontro com nós mesmos.

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    Emerson Ricardo Zamprogno picture
    Emerson Ricardo Zamprogno17/09/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ela conheceu um Brasil profundo, com modos de vida desconhecido para a maioria dos brasileiros

    No final da década de 1970 a construção da estrada Transamazônica foi divulgada como uma grande conquista da engenharia moderna, alcançando projeção internacional. A notícia chamou a atenção da enfermeira neozelandesa que, na época, na casa dos 50 anos, já era uma ciclista experiente e já tinha feito longas viagens, inclusive fora da Nova Zelândia. Com um mínimo de patrocínio e sem nenhum apoio direto, decidiu percorrer, em 1978, o trajeto sozinha de bicicleta. O título original em inglês, “The Impossible Ride”, e o subtítulo no Brasil, fazem referência direta ao comentário mais comum que recebia quando falava de seu projeto: impossível! As pessoas alertavam-na sobre os perigos de ser uma mulher sozinha, viajando vulnerável por lugares inabitados, onde poderia ser atacada por animais, índios ou bandidos. Ela costumava não debater com estas pessoas, mas rebatia para si mesma estes argumentos dizendo que se ela poderia ser “atacada” por alguém então os lugares não seriam enfim tão “desabitados", e via em sua própria vulnerabilidade sua maior proteção, carregando consigo a crença de que lugares pobres e isolados tendem a ter pessoas simples e mais solidárias. Aparentemente ela conseguiu provar sua tese, pois recebeu ajuda na forma de abrigo e comida de moradores que viviam ao longo da estrada no projeto de “colonização” da floresta, vivendo em assentamentos como pequenas fazendas, agrovilas e garimpos, assim como de alguns indígenas, que mais tarde viria querer ajudar com a criação de uma clínica médica móvel para atender a região, que seria financiada com fundos arrecadados pela venda deste mesmo livro! Desde o início, também buscou algum apoio junto ao DNER, órgão do governo responsável pela gestão da Estrada, e de fato isto lhe abriu algumas portas, principalmente quando passava por cidades pequenas e maiores. Sem falar português (“detalhe” que tornava o sucesso de sua empreitada ainda mais improvável), também recebeu alguma ajuda de missionários religiosos estrangeiros diversos por onde passava, pegando o contato de uns com os outros, conforme avançava. Assim ela conheceu um Brasil profundo, com modos de vida desconhecido para a maioria dos brasileiros e, apesar da ajuda que encontrava pelo caminho, também viajou e dormiu sozinha na floresta. Alguém comentou que ou ela era a pessoa mais corajosa ou mais louca que conhecera; ela escreveu que, em vários momentos, acreditou ser a segunda opção.

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