Em 'Todas as coisas são pequenas' (2008), Munduruku adentra o terreno da literatura para adultos, criando uma obra que se aproxima do modelo do romance barroco. Trata-se da história de Carlos, um bem-sucedido empresário, que sofre um acidente de avião na floresta amazônica e é socorrido por um índio. O personagem descobre uma outra cultura e, no final, volta ao mundo dos brancos transformado pelo saber ancestral dos índios. O livro transmite uma visão polarizada, em que as pessoas do mundo civilizado têm objetivos excessivamente materialistas, enquanto o mundo indígena está integrado com as forças da natureza.
Eurídice Figueiredo
Trecho do artigo "Eliane Potiguara e Daniel Munduruku: por uma cosmovisão ameríndia", disponível na íntegra em