Cida é uma enfermeira recém aposentada e seu marido não vê a hora de poder desfrutar mais da companhia da esposa, porém, durante o sono a senhora é informada que em breve ela deverá assumir uma nova missão.
Após conhecer a "Senzala Branca", Cida se emociona com a história de seus internos, são 12 pacientes com os mais diversos transtornos, o que a leva em prorrogar seu sonho de aposentaria por mais um tempo.
A história do livro é muito interessante, a mensagem que o autor pretende passar é bastante relevante, mas a narrativa se torna cansativa em várias passagens. Também achei bem fantasiosa a forma como toda história foi contada (após Cida começar a trabalhar na clínica tudo se transforma - os colaboradores ficam mais solícitos, o médico psiquiatra passa a ouvir os enfermeiros e os pacientes têm melhoras surpreendentes).
Realmente o "Amor é o único remédio capaz de trazer a cura para os males do coração, da alma e do corpo", que se manter aberto aos amigos espirituais dificulta o acesso de energias trevosas e ter fé é o primeiro passo para alcançar qualquer objetivo. O livro passa a imagem de casos de loucura que são, na verdade, obsessões.
A parte que mais me encantou no livro foi a mensagem do Pai Joaquim sobre o preconceito x caridade.
Frases destacadas:
* O nosso Pai quer que cresçamos por nós mesmos, por nosso mérito, e isso só conseguiremos quando, vendo, ouvindo e, principalmente agindo, descermos de um pseudopedestal de superioridade, onde nos colocamos e nos juntamos aos nossos Irmãos de luta. Mas afinal, em que somos superiores? Dinheiro? Posição social? Se hoje somos ricos de bens materiais, com certeza, somos milionários de orgulho e de egoísmo e tremendamente pobres de Humildade, Amor e Caridade. Aliás, somos tão pobres de Amor que, após 2.000 anos, ainda não conseguimos fazer o que o Mestre Jesus ensinou: "Amar aos nossos inimigos!". Ora, não aprendemos a amar nem aos nossos amigos....
* De que adianta a biblioteca repleta de livros com mensagens espirituais, cérebro brilhante, voz suave e palavras doces, se temos o coração opaco e amargo?
* Há uma semelhança enorme entre achar-se a principal, a indispensável e ir ao outro extremo, achar-se insignificante. O meio-termo sempre é a marca do bom senso.
* Os fracos nunca admitem seus erros, temendo o julgamento dos homens e esquecendo-se de que o julgamento mais importante é o da própria consciência.
* Recebam a todos, com luz ou sem luz. Sejam caridosos. Àqueles que chegam sem luz deem um pouco da sua.