Vulcões de Lama foi o último romance de Camilo, editado em 1886. Esperava-se que viesse a ter tanto êxito como o precedente (A Brazileira de Prazins, de 1882), no entanto, as espectativas sairam frustradas. O romance conta a história de dois amores: Hilário/Balbina e Artur/Doroteia, confirmando a tradição romanesca camiliana. Há, também, a presença de um pessimismo social e humano, consequência da própria vivência do autor. Refira-se, ainda, que a intriga do romance não é original. Provém de uma história verídica contada a Camilo por Pinho Leal. O escritor procedeu a algumas alterações, inclusivé os nomes, aproveitando o enredo e a localização do evento.
