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    Vulcões de Lama -

    Camilo Castelo Branco

    Círculo de Leitores
    1983
    154 páginas
    5h 8m
    ISBN-1: 0
    Português
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    Vulcões de Lama foi o último romance de Camilo, editado em 1886. Esperava-se que viesse a ter tanto êxito como o precedente (A Brazileira de Prazins, de 1882), no entanto, as espectativas sairam frustradas. O romance conta a história de dois amores: Hilário/Balbina e Artur/Doroteia, confirmando a tradição romanesca camiliana. Há, também, a presença de um pessimismo social e humano, consequência da própria vivência do autor. Refira-se, ainda, que a intriga do romance não é original. Provém de uma história verídica contada a Camilo por Pinho Leal. O escritor procedeu a algumas alterações, inclusivé os nomes, aproveitando o enredo e a localização do evento.

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    Camilo Castelo Branco

    Camilo Castelo Branco, primeiro visconde de Correia Botelho, nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, a 16 de Março de 1825. Era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, nascido na casa dos Correia Botelho em 1778, que teve uma vida errante entre Vila Real, Viseu e Lisboa, tomando-se de amores por Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, com quem não casou, mas de quem teve os seus dois filhos. Camilo tenta então o curso de Medicina no Porto que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848 faz uma vida de boémia repleta de paixões. Em 1885 é-lhe concedido o título de visconde de Correia Botelho. Depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, em desespero desfere um tiro de revólver na têmpora direita, às 15h15 de 1 de Junho de 1890,

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    Lisboa, Portugal

    Camilo Castelo Branco