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    Beleza e tristeza -

    Yasunari Kawabata

    Globo
    2008
    292 páginas
    9h 44m
    ISBN-13: 9788525045393
    Português Brasileiro
    4
    527 avaliações
    Leram770Lendo43Querem1008Relendo3Abandonos17Resenhas70
    Favoritos49Desejados1008Avaliaram527

    Como toda a obra de Kawabata, Beleza e tristeza é o romance de um mundo globalizado. Não, porém, de maneira explícita, pois a globalização não é seu tema. Ela é sua circunstância. Escrevendo em meados do século XX, sua obra tem por contexto histórico a modernização voluntária do Japão antes da Segunda Guerra, e sua ocidentalização (ou americanização) compulsória depois da derrota. Isso se reflete no livro de muitos modos. Por um lado, a própria forma do romance realista-psicológico é ocidental. Por outro lado, a visão de mundo é japonesa. E se o romance, no sua origem, é narração, isto é, ação, na sua migração para o Japão se torna contemplação. Uma contemplação, porém, expandida para a dimensão de um romance, e perturbada pela presença do passado no presente, assim como pela invasão do presente de um passado ainda marcante. Nas palavras do posfaciador, “cenários e objetos apresentados não apenas situam a ação, mas caracterizam especialmente a inação, mais precisamente, a contemplação da situação. Kawabata dá preferência a ambientes esvaziados, silenciosos, em momentos inertes. Quando figura situações movimentadas, sugere que são desagradáveis, ruidosas, perturbadoras. Assim, desde a primeira cena no trem vazio, [contempla-se] a paisagem do Monte Fuji, interrompido pela presença ruidosa de turistas americanos. [...] Paisagens e vistas panorâmicas são como que pintadas no texto. [E se] o cenário interessa, é pelo simbolismo da ausência, seja do passado histórico que assombra os monumentos, seja da melancolia da contemplação solitária, seja da catástrofe anunciada ao futuro”.

    Edições (4)

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    Resenhas (70)Ver mais
    Luiz Souza picture
    Luiz Souza15/07/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Lindo Lago do Amor

    O livro conta a história de Oki um senhor que vai viajar para Kyoto pra ouvir os sinos de fim de ano mas na verdade ele quer reencontrar Otoko uma paixão do passado que ele deixou para trás mas a jovem não quer mais saber dele de jeito nenhum. O romance é bem sensorial na verdade estamos falando do amor de dois artistas ele um escritor de renome , ela uma pintora muito talentosa por sinal. No romance ainda temos a jovem Keiko que mora com Otoko e nutre um amor pela pintora fora do normal na verdade a história anda por causa do seu desejo de vingança contra Oki ela apronta uma que só lendo não vou dizer . Gostei bastante da história, foi bom conhecer um pouco da cultura oriental. Aquele final foi impactante !!! Ficou um final quase aberto. Ótima leitura.

    29 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 527
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Yasunari Kawabata profile picture

    Yasunari Kawabata

    Prêmio Nobel de 1968, Yasunari Kawabata é considerado um dos representantes máximos da literatura japonesa do século XX. Nascido em Osaka em 1899, interessou-se por livros ainda adolescente, principalmente clássicos do Japão, que viriam a ser uma de suas grandes inspirações. Kawabata estudou literatura na Universidade Imperial de Tóquio e foi um dos fundadores da Bungei Jidai, revista literária influenciada pelo movimento modernista ocidental, em particular o surrealismo francês. Acompanhado de jovens escritores, defenderia mais tarde os ideais dacorrente neo-sensorialista (shinkankakuha), que visava uma revolução nas letras japonesas e uma nova estética literária, deixando de lado o realismo em voga no Japão em prol de uma escrita lírica, impressionista, atravessada por imagens nada convencionais. Ao contrastar o ritmo harmônico da natureza e o turbilhão da avalanche sensorial, Kawabata forjou insólitas associações e metáforas táteis, visuais e auditivas que surpreendem por revelar os processos de fragilização do ser humano diante do cotidiano, numa composição surrealista de elementos da cultura e filosofia orientais, personagens acuados e cenários inóspitos. Sua obsessão pelo mundo feminino, sexualidade humana e o tema da morte (presente em sua vida desde cedo, sob a forma da perda sucessiva de todos seus familiares) renderam-lhe antológicas descrições de encontros sensuais, com toques de fantasia, rememoração, inefabilidade do desejo e tragédia pessoal. Desgastado por excesso de compromissos, doente e deprimido, Kawabata suicidou-se em 1972.

    38 Livros
    234 Seguidores
    Kinki, Japão

    Yasunari Kawabata