Em A Companhia Negra, Glen Cook nos traz uma história bastante interessante, realmente!
O mundo no qual a história se passa é "acostumado" com magia, e ela está presente de forma bastante significativa, mas, não necessariamente, de forma impressionante. Não há efeitos mirabolantes ou rituais complexos para se executá-las. Para quem domina magia neste mundo, realizá-las é semelhante a levantar do sofá e ir beber água na cozinha: basta você querer e um pouco de esforço. E isso me chamou a atenção. Foge do tradicional.
Outro ponto a se comentar sobre o livro é o fato de ele não se explicar muito. Você não será apresentado aos personagens. Nem aos locais que vão surgindo ao longo da história. Eles simplesmente aparecem. Isso me incomodou um pouco no início, mas logo me acostumei e, confesso, gostei. Esse estilo de escrita dá ritmo à história.
Porém, de fato, o enredo é, pelo menos para mim, o ponto alto do livro. É interessante como Cook insere a Companhia dentro de algo grandioso sem tirar o protagonismo da Companhia, mas também sem deixa esse algo grandioso apenas como plano de fundo. É notório que a Companhia tem seu papel. E este é importante. Mas também é notório que eles não estão sozinhos nisso. Que são uma parte de algo maior.
E é com essa deixa que esse primeiro livro se encerra. Eventos importantes estão se desenrolando e camadas de complexidade vão sendo adicionadas. E a vontade de ler o próximo livro vai crescendo.