Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores28
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A mulher de vermelho e branco - Uma história de Carlo Antonini

    Contardo Calligaris

    Companhia das Letras
    2011
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788535918434
    Português Brasileiro
    3.6
    8 avaliações
    Leram15Lendo0Querem13Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados13Avaliaram8

    Carlo Antonini recebe uma nova paciente em seu consultório, em Nova York. O que parece uma consulta trivial, pouco antes de uma viagem que o terapeuta fará a São Paulo para uma palestra e alguns dias de férias, desencadeia uma trama envolvendo um casamento conturbado, uma organização suspeita de terrorismo, um assassinato e uma história familiar de vingança. Para escrever a nova aventura do protagonista de O conto do amor, seu aclamado romance de estreia, Contardo Calligaris usou elementos autobiográficos recriados num enredo que une investigação psicanalítica e policial. "Minha memória é uma espécie de comédia dell'arte", diz o autor, "na qual as lembranças ganham vida própria e vão, aos poucos, compondo uma história." O livro traça o paralelo aparentemente improvável entre o que Antonini desconfia se esconder sob as palavras de sua paciente - a descrição de uma festa com seus dois filhos na qual tudo será vermelho e branco - e o encontro fortuito, num restaurante do bairro da Liberdade, com uma namorada vietnamita dos tempos em que morou em Paris. A tentativa de me enlouquecer, maquinada por duas mulheres perigosíssimas?, ele pergunta a certa altura. A resposta talvez esteja em outra fala sua: Policiais e psicanalistas temos isto em comum: não acreditamos em coincidências, não é mesmo?. Nesse mergulho num mistério que une passado e presente, há momentos dignos de um thriller, como o cerco a um suspeito num drive-in da zona leste paulistana, ou as conversas entre o narrador e um célebre consultor americano especializado em segurança pública. Ao mesmo tempo, emerge das ações externas uma reflexão delicada sobre identidades individuais - de ordem étnica, religiosa, ideológica, sexual - no mundo contemporâneo. Por trás de tudo, como uma suma da variedade de temas que o romance trata por vezes com tensão dramática, por vezes com leveza e ironia, a impossibilidade de estabelecer uma versão definitiva dos fatos. O que aconteceu é, antes de mais nada, o que contamos no primeiro relato, diz Antonini. E isso vale sobretudo quando se trata de um acontecimento que preferiríamos deformar ou esquecer. Uma lição que terapeutas e escritores, acostumados a lidar com a ambiguidade das palavras e com as verdades construídas pelos mecanismos subjetivos da memória, sabem desde sempre.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Sonia Regina Rocha Rodrigues picture
    Sonia Regina Rocha Rodrigues13/05/2012Resenhou um livro
    3 (Bom)

    psicanalistas...mentes estranhas.

    Muito interessante o enredo, e como a assassina se faz passar por doente para, enrolando o psicanalista, criar um alibi, através de seus trajes estranhos, e escapar incolume do assassinato. Ocorre que este psicanalista é curioso, e tem um amigo policial mais tarimbado que ele, que percebe o logro, e o leva a desvendar o mistério. Bem escrito, com personagens originais, bem humorado, leve, dá pra entreter uma tarde ociosa.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 8
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas13%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas25%
    • 1 estrelas0%
    Contardo Luigi Calligaris profile picture

    Contardo Luigi Calligaris

    É um escritor, psicanalista e dramaturgo italiano radicado no Brasil. Sua primeira formação foi em Epistemologia Genética, na Suíça, numa faculdade em que Jean Piaget palestrava. Nesse momento, seus os estudos foram direcionados às ciências sociais. Ao mesmo tempo, fez graduação em Letras que o permitiu ensinar teoria da literatura. Mais tarde, em Paris, se dedicou ao doutorado em Semiologia, com Roland Barthes. Nesse momento, começou a fazer análise (como paciente), o que, a princípio, não tinha relação com sua formação. A partir dessa experiência passou a interessar-se por Psicanálise. Tornou-se membro da Escola Freudiana de Paris em 1975. Durante esse período, frequentava as apresentações de casos de pacientes feitas por Jacques Lacan. Doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de Provença (França), onde defendeu a tese "A Paixão de Ser Instrumento", estudo sobre a personalidade burocrática. Professor de Antropologia na Universidade da Califórnia em Berkeley (Estados Unidos), e de Estudos culturais na New School of New York. O primeiro contato com o Brasil foi em 1986, após a edição de seu primeiro livro de Psicanálise, "Hipótese sobre o fantasma". Devido a isso, o autor fez diversas palestras pelo país, onde acabou se casando. Além da vida acadêmica, escreve semanalmente, no caderno ‘Ilustrada’, da Folha de S. Paulo, desde 1999, e é autor de diversos livros.

    21 Livros
    96 Seguidores

    Contardo Luigi Calligaris