[RESENHA COMPLETA NO BLOG OSMOSE LITERÁRIA]
A resenha ficou um pouco extensa, por isso decidi colocar completa somente no blog
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Thomas Skidmore foi um dos estudiosos da História e da ciência política que dedicou sua vida a estudar a América Latina, especialmente o Brasil. Utilizando fontes majoritariamente externas, ou seja, não necessariamente fontes historiográficas tradicionais e de origem no Brasil, ele formou um painel que mais serve a ciência política como estudo do país do que especificamente a História (em termos acadêmicos). Com essa mistura nada ortodoxa ele montou a sua narrativa, curiosamente, de forma ortodoxa, apresentando o Brasil: de Castelo à Tancredo a continuação de seus trabalhos anteriores, e que publicado originalmente em 1987.
O livro faz uma análise do Regime Militar (1964 à 1985) passando pelo início da Redemocratização, com narrativa mais na voltada à base dos eventos políticos, passeando por aspectos sociológicos do Brasil daquele período. O livro também remonta também a 1964, os eventos da tomada do poder do Golpe civil/militar no Brasil, só que baseada em procurar descrever e explicar o processo político criado pela determinação dos militares de não devolver imediatamente o poder aos civis, como o fizeram após todas as outras intervenções que realizaram a partir de 1945.
O tipo de regime criado pelo militares no Brasil é baseado em sucessivas medidas de endurecimento que adotaram em 1965, 1968 e 1969. Uma espécie de reatividade qualquer tipo de oposição veio de diferentes frentes, mas especificamente a luta armada de grupos de esquerda contra o endurecimento do regime e a reação violenta dos mais altos oficiais do comando da linha dura do exército. Skidmore, como brasilianista, apresenta uma visão estrangeira dos fatos, de como os Estados Unidos deram apoio logístico aos militares no Golpe de 1964, e a política econômica do governo estadunidense no contexto da Guerra Fria, onde o Brasil tinha uma importância estratégica e econômica para os planos de poder do Imperialismo do Tio Sam.