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    A Força do Nada - Romance de Filosofia Tibetana

    Alexandra David-Néel, Lama Yongden

    Pensamento
    1982
    148 páginas
    4h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.6
    5 avaliações
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    Certo dia, Munpa, discípulo e servidor de um santo que vivia como eremita, encontra o mestre assassinado. Enfurecido, andando a esmo, lá vai o discípulo à cata do criminoso! Na acidentada busca que empreende - do Tibete até à China, da prisão ao monastério, da bastonada ao leito de um estalajadeiro, como que adivinhando pudesse estar a sabedoria colocada no fim da jornada - Munpa a tudo suportou com resignação, demonstrando, assim, que a razão estava no upanixade: "Difícil é andar sobre o aguçado fio de uma navalha; igualmente árduo é o caminho da salvação". Romance tibetano do tipo policial? Um detetive por acaso; supersticioso e ao mesmo tempo lógico; simplório, porém astuto; um irracional de senso prático? Com muitos lances dramáticos, que Agatha Christie iria, sem dúvida, reconhecer como seus, o livro vale, sobretudo, por ser um pequeno tratado de filosofia oriental ou, para sermos mais precisos, de filosofia tibetana. Tendo sido a primeira mulher a ser recebida com honras nos santuários do Tibete, Alexandra David-Néel viajou para os Himalaias depois de se aprofundar em filosofia e línguas orientais, e o faz com o propósito de se iniciar no Budismo e nos ensinamentos dos místicos orientais. Caminhando a pé e praticando a mendicância, deslocando-se da China até às Índias, atravessou todo o Tibete, acontecimentos tais que narrou no livro Viagem de uma parisiense a Lassa. Com o filho adotivo Yongden, falecido em 1955, voltou a residir na França, na propriedade denominada Santem Dzong, localizada na cidade de Digne, onde, em seu 101º aniversário, extinguiu-se como uma chama que cumpre o seu destino. Em Digne, ergueu-se um museu consagrado à sua memória. De acordo com seus desejos, as suas cinzas a as do lama Yongden foram espalhadas pelo Ganges em 28 de fevereiro de 1973.

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