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    O Terceiro Livro dos Fatos e Ditos Heróicos do Bom Pantagruel -

    François Rabelais

    Ateliê Editorial / Editora Unicamp
    2006
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: 8574801038
    Português Brasileiro
    4.4
    7 avaliações
    Leram12Lendo3Querem33Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados33Avaliaram7

    Parnuge, companheiro de Pantagruel, quer se casar. Mas tudo indica que, se o fizer, será traído, roubado e espancado pela esposa. Então, eles vão consultar alguns especialistas: um mago, um médico, um louco, um filósofo, entre outros. Esta premiada tradução recria a riqueza da sátira rabelaisiana, com seus sofisticados jogos de palavras. No estudo introdutório, a professora e escritora Élide Oliver analisa a vida e a obra do autor, a época em que ele viveu e as sutilezas de seu estilo.

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    Nemo Nihil picture
    Nemo Nihil29/08/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A sátira é necessária! Uma purgação geral, um ajuste. Individual e coletivo. Livro saborosíssimo, de capítulos curtinhos que você pode ler a gosto. A leitura dos capítulos em sequência é apenas uma das possibilidades desse tecido maravilhoso. A linguagem jorra criatividade! Os personagens contam estórias para ilustrar seus pontos, o que nos faz lembrar as "mil e uma noites" árabes. E são causos da tradição oral da Europa medieval, assim como da cultura clássica de Rabelais. Essa cultura clássica que geralmente, estanque, virava um pântano fedegoso na mente dos eruditos, Rabelais lhe confere vivacidade, a integra nas águas correntes da vida. E às vezes jorram duas, três, quatro estórias pra ilustrar um ponto. Rabelais se deixa levar pela pura criatividade da linguagem e, assim, nos carrega, nos recarrega. Filosofias, ciências, artes, religiões e místicas: Rabelais dá uma sacudida geral nas humanezas: “Devo ou não casar-me?” pergunta-se Panurge e sai a consultar em toda parte pra ver se alguém o ajuda a resolver questão tão prática. Nisso, lembrou-me um outro grande livro posterior, “A história de Rasselas”, de Samuel Johnson. No entanto, no livro do inglês, o protagonista busca resposta mais geral e abstrata (“Há alguma forma de viver que nos faça felizes?”) e sai consultando gentes que levam diferentes formas de vida. Panurge quer apenas uma resposta a uma pergunta bem concreta e específica, bem prática. E daí se faz essa obra-prima universal! Universal! Recomendo que não se interrompa a leitura a toda hora pra olhar as notas. A maioria delas é dispensável e se o leitor ficar interrompendo o fluxo da leitura para tomar informações históricas, filológicas etc. a todo momento vai acabar perdendo o gosto da leitura e abandonando o livro (e ainda vai sair falando mal do Rabelais). Por isso, o prazer do leitor será maximizado se ele já tem alguma cultura clássica e medieval: ele vai ver as estórias e histórias que já conhece isoladamente se integrarem como peças que contribuem para o funcionamento perfeito da grande maquinaria rabelaisiana.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 7
    • 5 estrelas57%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    François Rabelais profile picture

    François Rabelais

    François Rabelais Chinon, 1483 — Paris, 9 de abril de 1553) foi um escritor, padre e médico francês do Renascimento, que usou, também, o pseudônimo Alcofribas Nasier (um anagrama de seu verdadeiro nome). Ficou para a posteridade como o autor das obras primas cómicas Pantagruel e Gargântua, que exploravam lendas populares, farsas, romances, bem como obras clássicas. O escatologismo é usado para condenação humorística. A exuberância da sua criatividade, do seu colorido e da sua variedade literária asseguram a sua popularidade.

    16 Livros
    13 Seguidores

    François Rabelais