A terra austral conhecida -

    Gabriel De Foigny

    Unicamp
    2012
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-10: 8526809539
    Português Brasileiro

    Este livro fala com um ex-franciscano convertido ao calvinismo e mais tarde reconvertido ao catolicismo, Gabriel de Foigny, criticou a simbiose entre política e religião que ocorria tanto na sua França natal como na sua Suíça adotiva. O meio literário utilizado para tanto foi a descrição de uma sociedade imaginária que, como um espelho, revelasse a sociedade europeia a si mesma, através de sua inversão. Nem por isso A terra austral conhecida escamoteia as contradições de toda situação utópica. De fato, diz o autor, de um lado não se pode deixar de buscá-la: "é necessário que o homem seja ativo, pretenda e deseje algo para que não se torne semelhante a uma pedra, pois, quando ele nada mais quer, torna-se imóvel e sem ação". De outro lado, porém, alcançá-la é esvaziá- la, é negá-la: "nossa natureza torna-se preguiçosa quando nada lhe falta, e a ociosidade a torna bruta e insensível". Preciosas lições, que, como outras da narrativa de Foigny, agora colocada ao alcance do público brasileiro, merecem reflexão. Com este texto, bem traduzido e apresentado, a coleção Mundus Alter não poderia ter começado melhor. (Hilário Franco Jr.)

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    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra27/05/2022Resenhou um livro
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    Em 1676, um ex-franciscano convertido ao calvinismo e mais tarde reconvertido ao catolicismo, Gabriel de Foigny, criticou a simbiose entre política e religião que ocorria tanto na sua França natal como na sua Suíça adotiva. O meio literário utilizado para tanto foi a descrição de uma sociedade imaginária que, como um espelho, revelasse a sociedade europeia a si mesma, através de sua inversão. Nem por isso A terra austral conhecida escamoteia as contradições de toda situação utópica. De fato, diz o autor, de um lado não se pode deixar de buscá-la: “é necessário que o homem seja ativo, pretenda e deseje algo para que não se torne semelhante a uma pedra, pois, quando ele nada mais quer, torna-se imóvel e sem ação”. De outro lado, porém, alcançá-la é esvaziá-la, é negá-la: “nossa natureza torna-se preguiçosa quando nada lhe falta, e a ociosidade a torna bruta e insensível”. Preciosas lições, que, como outras da narrativa de Foigny, agora colocada ao alcance do público brasileiro, merecem reflexão. Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

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