Raramente um autor é capaz de combinar erudição em história, religião e psicologia com profundidade e percepção espiritual. Stephan A. Hoeller consegue isto admiravelmente em "Jung e os Evangelhos Perdidos", firmando ainda mais a sua reputação como estudioso de Jung. Só depois do contato com as idéias gnósticas, na forma de sonhos e fantasias ou de imaginação ativa, é que Jung teve a inspiração de buscar no mito e na literatura ampliações da sua experiência. Em "Jung e os Evangelhos Perdidos", Hoeller demonstra que havia um tema comum de desenvolvimento dos essênios, na era pre-cristã, aos gnósticos, no segundo e terceiro séculos, incluindo o desenvolvimento do arquétipo divino feminino, estudado por Jung. O autor mostra também como a experiência se transforma em mito e o mito se volta para dentro como autoconhecimento psicológico, o verdadeiro significado da gnose. Hoeller explica, com muita clareza e precisão, os diferentes níveis de leitura dos manuscritos do Mar Morto (essênios) e da Biblioteca de Nag Hammadi (gnóstica), facilitando o estudo, pelo leitor, desses documentos antigos, e nos apresenta um quadro inspirador dos tesouros contidos nesses documentos, assim como sua interpretação à luz do pensamento junguiano. Especialmente valiosos são os princípios espirituais e psicológicos, essenciais para nós todos.
Jung e os Evangelhos Perdidos - Uma Apreciação Junguiana Sobre os Manuscritos do Mar Morto e a Biblioteca de Nag Hammadi
Stephan A. Hoeller
Cultrix
1998
247 páginas
8h 14m
Português Brasileiro
Edições (1)
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