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    A Ilustre Casa de Ramires -

    Eça de Queiroz

    Editora Escala
    2000
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-10: 8575568701
    Português Brasileiro
    3.6
    38 avaliações
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    Resenhas (2)Ver mais
    Mara Esteves picture
    Mara Esteves06/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O fidalgo da torre albarrã, Gonçalo Mendes Ramires, após formar-se em Coimbra, recebe, de um amigo editor, a tarefa de escrever uma novela narrando as valentias dos seus antepassados, principalmente o avô Tructesindo, para com isso içar a honra dos portugueses tão alquebrada! Apoiado por um poema épico escrito por um tio e mais livros remotos, toma da pena e inicia a tarefa que a princípio pareceu-lhe simples. As atividades de administração da quinta entrelaçam-se no romance e a fraqueza de caráter do fidalgo fica evidente. O arrepio que sente ante os perigos deixam-no miseravelmente constrangido. Até que um dia, após uma noite de pesadelos, ao ser afrontado pela terceira vez por um homem apelidado de "valentão das narcejas", toma de um chicote e surra-o. Ao ver sangue no chicote, já em casa, compadece-se do homem e evita que o mesmo seja preso. Ao final do livro, seu amigo João Gouveia diz que as qualidades e defeitos de Gonçalo unem-se à história de Portugal fazendo com que se fundam: pátria e patrício

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz