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    Há quem prefira urtigas -

    Junichiro Tanizaki

    Companhia das Letras
    2003
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788535903508
    Português Brasileiro
    3.6
    269 avaliações
    Leram395Lendo19Querem482Relendo0Abandonos9Resenhas24
    Favoritos15Desejados482Avaliaram269

    No Japão da década de 1920, uma rede de relações amorosas põe em cena um confronto geracional e de costumes. Misako e Kaname decidem se separar, mas por alguma estranha razão não conseguem pôr fim ao próprio casamento. O romance apresenta os intrincados dilemas de duas maneiras de amar: aquela da tradição japonesa e a da nova geração ocidentalizada. Misako e Kaname deixaram de sentir atração física um pelo outro, mas não conseguem se separar definitivamente. O episódio, que tem relação com a biografia de Junichiro Tanizaki (o autor passou por situação similar ao se divorciar amistosamente da primeira esposa, em 1930), é o mote para esse romance sobre as relações amorosas do Japão moderno. O casal decide estabelecer uma série de regras de comportamento afetivo, com a convicção de que, com o tempo, elas possibilitariam uma separação definitiva. Essa ruptura calculada, acredita Kaname, vai lhe proporcionar mais tempo para visitar a prostituta Louise, cuja existência a mulher ignora. Misako, por sua vez, pretende refazer a vida ao lado de Aso, seu amante. Já o velho pai de Misako, amante do tradicional teatro de bonecos bunraku, vive com a concubina Ohisa, uma mulher submissa, trinta anos mais jovem. Misako, Louise e Ohisa, as mulheres que protagonizam o romance, representam três tipos de comportamento que configuram um choque de culturas que é também um choque de gerações. Seguindo um procedimento moral moderno, Misako tenta equacionar o casamento com uma relação extra-conjugal. Louise almeja largar a vida humilhante e vergonhosa de prostituta aproveitando-se da paixão de Kaname, seu cliente predileto. Ohisa, por sua vez, segue a tradição das gueixas e se dedica a satisfazer os desejos do ancião. Ambientado no Japão da década de 1920, Há quem prefira urtigas apresenta os dilemas de duas maneiras de amar: aquela da tradição japonesa e a da nova geração ocidentalizada.

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    Renato Pereira picture
    Renato Pereira25/02/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Jogo de aparências no Japão dos anos 20

    Um romance que deixa exposto o outro lado do moralismo: aquele que todos fingem não ver e não se importar. O livro busca descrever, em pleno Japão dos anos 20, o quanto estamos habituados a jogar uma sujeirinha incômoda para baixo do tapete. Uma crítica inteligente às regras estabelecidas pela sociedade, como casamento e família, e que leva à reflexão de como há, nas entrelinhas sociais, a imposição de viver de aparências. "Há Quem Prefira Urtigas", de Junichiro Tanizaki, mostra que os valores são apenas circunstanciais e que a vulnerabilidade pode nos transformar em quem nunca imaginamos.

    7 curtidas

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    3.6 / 269
    • 5 estrelas14%
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    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas2%
    谷崎 潤一郎 profile picture

    谷崎 潤一郎

    Nasceu e estudou em Tóquio, até ser expulso do departamento de literatura da Universidade Imperial por inadimplência. Começou a escrever romances desde cedo, participando da escola Tanbiha, que valorizava a “arte e beleza acima de tudo”, indo contra o naturalismo científico e o objetivismo da época, além de defender a língua e cultura tradicionais do Japão.<br> O universo de Tanizaki é intimista e centrado na sensualidade e no relacionamento físico entre as pessoas, e a infidelidade, fetichismo, tendências sádicas e voyeurismo não coíbem os personagens de realizar seus anseios. Em suas obras, os modelos de relacionamento apresentados mostram ora o homem apaixonado e devotado que extrai prazer por sofrer nas mãos de uma mulher, ora triângulos amorosos entre um casal e uma terceira pessoa.

    28 Livros
    115 Seguidores

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