Gosto muito da literatura ditada por espíritos desencarnados. Não é um mero emaranhado de palavras unidos a esmo. São lições profundas, carregadas de sabedoria e lucidez, afinal, esses espíritos estão do outro lado e vislumbram o todo, não só o mundo material.
Em Encontrando a Paz (Ed. Vida e Consciência, 356 págs) fiquei tocada com os ensinamentos transmitidos através da narrativa de uma das vidas do espírito Layla.
No ano 700 d.C., Layla nasceu numa tribo beduína no deserto do Egito e foi batizada de Eshe. Essa menina sagaz e extremamente inteligente não aceitava que lhe dissessem o que fazer e como a vida deveria ser levada. Eshe tinha sua própria maneira de encarar o mundo, aliás, uma maneira incrívelmente prática e um tanto utópica.
Gosto de pensar que somos resultado de nossas experiências e aprendizados. E apesar de Eshe ter nascido numa tribo pobre e sem recursos, havia em volta dela pessoas absurdamente evoluídas no que diz respeito a vida e ao mundo espiritual. Eshe teve acesso a ensinamentos admiráveis que a maioria das pessoas demora várias vidas para conquistar.
É nesse cenário que Eshe se desenvolve e a narrativa nos conta sua vida desde a infância até tornar-se adulta. É uma história linda em que os leitores sentirão uma forte atração pela protagonista e é provável que se identifiquem em diversas passagens citadas.
Eshe, ainda criança, se vê num beco sem saída. A tribo que era nômade precisa tornar-se sedentária e Eshe necessitará assumir o comando quando os homens abandonarem os mais fracos para trás. Ela se mostra uma garota forte, uma líder nata.
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