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    A Filha do Capitão -

    José Rodrigues dos Santos

    Record
    2007
    560 páginas
    18h 40m
    ISBN-13: 9788501075413
    Português Brasileiro
    4.2
    91 avaliações
    Leram184Lendo19Querem173Relendo0Abandonos8Resenhas9
    Favoritos10Desejados173Avaliaram91

    Durante a Primeira Guerra Mundial, a paixão impossível entre um oficial português e uma bela baronesa francesa é narrado do meio das trincheiras de batalha. Mais do que uma simples história de amor, esta é uma comovente narrativa sobre a amizade, mas também sobre a vida e sobre a morte, a arte e a ciência. A paixão impossível entre um oficial português e uma bela jovem francesa narrada de maneira envolvente, tendo como cenário as trincheiras de uma das batalhas mais sangrentas da primeira Guerra Mundial. Mais do que simples história de amor em tempos instáveis, A filha do capitão é uma comovente narrativa sobre amizade, vida e morte no front, ambientada na efervescente Europa do início do século XX. As histórias do capitão Afonso Brandão e de Agnès Chevallier são contadas de forma entrelaçada, desde a adolescência de ambos até o momento em que se encontram no meio da guerra, numa noite fria de 1917, quando o oficial do Exército português vai pernoitar no castelo de um barão francês. Afonso, de família muito pobre, passa por um seminário, mas não consegue seguir os destinos religiosos. Surge outro caminho possível: as armas. O jovem Afonso Brandão sobe de posto nos anos seguintes e é mandado para o front de Flandres — única participação do Exército português na Primeira Guerra Mundial. Agnès cresce numa cidade do interior da França, mas muda-se para Paris ainda jovem para cursar Medicina. Conhece a capital francesa, que no início do século misturava o glamour dos séculos anteriores com o espanto das inovações tecnológicas que vinham agitando a cidade. Casa-se com um francês, mas logo estoura a Primeira Guerra e sua vida muda para sempre. Fruto de uma extensa pesquisa do autor, este romance alia boa trama, aspectos históricos, políticos e culturais da época (a mudança na participação da mulher na sociedade, o início da popularização do cinema e do futebol) ao dia-a-dia de um oficial no olho do furacão da ofensiva alemã que tencionava quebrar a linha aliada e desencadear a vitória de seu Exército na Primeira Guerra. José Rodrigues dos Santos, em A filha do capitão, realizou um trabalho de construção de romance histórico admirável.

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    Resenhas (9)Ver mais
    dani ramos 🌙 picture
    dani ramos 🌙01/12/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Amei, livro apaixonante!

    “Tendo como pano de fundo a odisseia trágica da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, “A Filha do Capitão” conta-nos, num ritmo vivo e empolgante, a comovente história de uma paixão impossível entre um oficial português e uma baronesa francesa.” Este é o terceiro livro que leio do autor JRS, e devo dizer que assim como os outros, atendeu as minhas expectativas e gosto. Somos apresentados à Afonso Brandão e sua infância ao Norte de Portugal até sua entrada no mundo religioso, até que por circunstâncias problemáticas, ele teve sua saída desse caminho missionário e a única opção naquele momento, era sua ingressão ao Exército Português. De uma família pobre e bem humilde, Afonso teve sua vida revirada ao avesso com sua entrada no militarismo. Após algum tempo exercendo suas funções, a Primeira Guerra Mundial estoura e a CEP (Corpo Expedicionário Português) é invocado pelos aliados à entrar na grande batalha. Sem outra solução, Afonso e seu batalhão são enviados à França, para as linhas de frente junto com os ingleses. Enquanto estava designado nas trincheiras, Afonso conseguia alguns dias de folga (eram as famosas “baixas”) e durante uma dessas folgas, ele foi convidado à dormir um castelo perto de Armentières. E foi aí que tudo começou! O seu primeiro e grande amor, residia neste silencioso e imenso palácio. A leitura não é nada cansativa, e sim, muito interessante! Recheiada de detalhes e informações, “A Fillha do Capitão” é um livro completo, cheio de drama, ação, romance e tragédias! Sua base histórica é incrível, e nos sentimos diretamente no mundo que JRS nos apresenta. Somos mergulhados aos acontecimentos durante a narrativa, e uma pura ansiedade se torna constante em algumas páginas. O romance principal do livro é muito bem feito, nos deixando apaixonados pelos personagens e seu final feliz – mesmo me surpreendendo mutíssimo com o desfecho! Eu realmente NÃO esperava pelo o que aconteceu e fiquei sem palavras, ou arrasada, para melhor entendimento. Com todos os problemas da guerra, como Afonso conseguirá que a chama da sua paixão pela singela francesa permaneça acessa? Qual será o final do nosso querido português? E com o final da guerra, como ficou Portugal no fim? Os personagens secundários são maravilhosos, dando ainda mais empolgação para a leitura. Eu realmente super indico esse livro para quem se interessa em uma boa história.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 91
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
    José António Afonso Rodrigues dos Santos profile picture

    José António Afonso Rodrigues dos Santos

    José Rodrigues dos Santos é hoje um dos jornalistas mais influentes para as novas gerações e no panorama informativo nacional. No entanto, além da sua mais conhecida faceta como jornalista, José Rodrigues dos Santos é também um ensaísta e romancista. Especialmente nesta última vertente, tornou-se dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada. Até ao final de 2007 publicou quatro ensaios e cinco romances. O romance de estreia, intitulado "A Ilha das Trevas" foi reeditado pela Gradiva, em 2007, actual editora do autor. Em 2005, José Rodrigues dos Santos estabeleceu um acordo com uma das principais editoras a operar nos Estados Unidos da América, a Harper Collins, com o objectivo de lançar naquele país a obra "O Codex 632". O livro foi apresentado na Book Fair America de 2007 como um dos principais lançamentos daquela editora, estando agendada a sua publicação para o dia 1 de Abril de 2008 sob a chancela da William Murrow, um dos principais selos do grupo. O livro estará à venda na Barnes & Noble e na Borders, as duas principais livrarias dos EUA. Entretanto, outro acordo foi obtido pelo autor e e pela Gradiva com o Gotham Group, uma empresa de Los Angeles ligada às principais produtoras de Hollywood, tal como a Paramount, Twentieth Century Fox ou a Universal Studios, com o objectivo de adaptar "O Codex 632" ao cinema. A acontecer, José Rodrigues dos Santos será o segundo autor português, a seguir a José Saramago com "Ensaio sobre a Cegueira", a ver uma obra ser transposta para o cinema pelos estúdios de Hollywood. Conforme é descrito no site da RTP, José Rodrigues dos Santos é um homem que perante os sérios problemas de um mundo em constantes convulsões não perde o sentido de humor, sendo-lhe atribuída a frase irónica: "Ainda não percebo porque é que o meu boneco do Contra Informação tem as orelhas tão grandes…"

    18 Livros
    47 Seguidores
    Sofala, Moçambique

    José António Afonso Rodrigues dos Santos