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    Zumbis Quem Disse Que Eles Estão Mortos? -

    Edgar Indalecio Smaniotto

    Allprint
    2010
    180 páginas
    6h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.2
    5 avaliações
    Leram6Lendo0Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados14Avaliaram5

    Em pleno século XXI eles foram quase esquecidos, mas nos espreitam constantemente pelas sombras. Sabe aquele friozinho na espinha que sentimos quando parece que alguém está escondido nos espiando? Pode acreditar, são eles: criaturas cadavéricas, mortos-vivos, seres infernais e catatônicos, ou popularmente chamados de zumbis. Afinal, quem disse que eles estão mortos? Fuja das sombras. Passe longe das tumbas. Corra o máximo que puder. Conheça a trajetória desses horríveis canibais em contos contundentes com heróis, mocinhas e cidades infestadas pelos malignos servos dos rituais necromânticos. Antologia organizada por Ademir Pascale

    Resenhas (1)Ver mais
    Andrea Galvão picture
    Andrea Galvão10/02/2014Resenhou um livro
    0

    Zumbis diferentes

    Para resenha completa, entre em http://deia-galvao.blogspot.com O livro começa com "Unhas e Dentes", uma apresentação de Cesar Silva sobre o fato de os zumbis ainda não terem sido tão bem explorados na literatura e mostrando como todos nós somos ávidos pela criação de novos monstros! Por fim, existe um ensaio sobre zumbis e mortos vivos feito pelo prof Ms Edgar Indalecio Smaniotto, em que expõe, de maneira muito clara, os elementos para a criação de um novo mito literário, usando como base as antigas culturas que praticavam, por exemplo, a mumificação, livros famosos, como Frankstein, e até argumentos médicos que indicam a possibilidade de ressurreição de corpos (eu, inclusive, lembrei de uma pesquisa no México que descobriu uma célula que continuava 'viva' mesmo depois de morta. Mas o principal mesmo do livro são os 19 mini-contos que o compõe. Os contos, todos, mostram de forma criativa diversas histórias sobre o apocalipse zumbi. Algumas mostram como ele surgiu; outras como os humanos convivem com ele; e outras até criam novos modos de se tornar um zumbi – até mesmo as cinzas de um morto podem ser um morto-vivo! Para ilustrar, vou contar um pouquinho sobre alguns dos contos que eu gostei bastante. Nenhum deles tinha mais que 10 páginas, mas mesmo assim, encontrei várias histórias interessantes! • Balidos (Rubem Cabral): esse foi um dos contos mais interessantes da antologia, na minha opinião. Roberto, um homem arrogante e viciado, finalmente consegue vender o sítio da família. Como não vão servir ao novo proprietário, manda matar as 6 cabras e o bode que lá vivem. O que não imagina é que os animais podem procurar vingança. E, é claro, não vão o deixar em paz. • Sobre as Águas do Amazonas (Felipe Alandt Simm): um vírus se alastrou do Uruguai e rapidamente fez seu caminho para o norte. Carlos encontrou num barco no Rio Amazonas sua salvação. Matheus procurava outro sobrevivente, e por pouco não foi comido pelos zumbis espalhados na floresta. Mas será que Carlos é mesmo sua salvação? Esse foi o meu conto preferido, realmente adorei! Carlos é um personagem que luta pela sobrevivência, não hesita em colocar um novo sobrevivente em seu barco e faz de tudo para preservar a memória de sua família. Tudo mesmo. • Inesperados (Francis Piera): após o apocalipse zumbi, Caio, Léia e sua filha, Carol, se refugiaram junto ao delegado, na delegacia. Mas será que aguentarão muito tempo lá? Eu gostei do conto e adorei o modo como Léia agiu no final - muito inesperado. Só fiquei um pouco incomodada com alguns errinhos ortográficos/ de concordância que encontrei no conto. De resto, adorei a história! Quero saber como foi a vida de Carol depois do apocalipse! • Caindo em Desgraça (Bruno R.R. Santos): William é um homem poderoso, sem qualquer escrúpulos. Depois de anos tentando encontrar, criou e espalhou o vírus que faria com que todos virassem zumbis. Mas será que foi necessário? Eu gostei muito desse conto! Também está empatado entre os preferidos da antologia. William é um homem sem nenhuma ética e que só faz o que lhe interessa - mesmo que isso seja prejudicial para todo o resto do mundo. Mas, no fundo, ele sabe o que é amar. Depois de ler todos esses contos, volto a afirmar que eu nunca sobreviveria a um apocalipse zumbi! Não estou em boa forma para sair correndo por aí, não tenho armas potentes para me defender e, o pior de tudo, vivo numa das maiores cidades do mundo, o que significa que estarei rodeada de zumbis! Brincadeiras a parte, o livro é recomendável aos fãs de zumbis - tenho certeza que vocês vão adorar!

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    Edgar Indalecio Smaniotto

    Filósofo, mestre e doutor Ciências Sociais. Professor Universitário desenvolve pesquisas relacionadas à eugenia, ficção científica, transhumanismo, defesa, educação e histórias em quadrinhos. Autor de artigos e ensaios em periódicos e anais acadêmicos, do livro A FANTÁSTICA VIAGEM IMAGINÁRIA DE AUGUSTO EMÍLIO ZALUAR: ensaio sobre a representação do outro na antropologia e na ficção científica brasileira (Corifeu, 2007), escreveu ensaios para as coletâneas de contos: UFO: Contos não identificados (Literata, 2010); Zumbis: Quem disse que eles estão mortos (All Print, 2010), TIME OUT OS VIAJANTES DO TEMPO (Estronho, 2011), “Mr. Hyde” (All Print, 2014), e foi convidado especial no Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2010 (Devir, 2011). Membro da Associação Brasileira de Antropologia – ABA; da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC; da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS, e do Centro de Educação Transdisciplinar – CETRANS, Grupo de Pesquisa Social - UNESP, Sociedade Planetária e CLFC - Clube de Leitores de Ficção Científica. E-mail: edgarsmaniotto@gmail.com

    11 Livros
    2 Seguidores
    Sao Paulo, Brasil

    Edgar Indalecio Smaniotto