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    Revista USP - Dez/jan/Fev 2010-2011 - Humor na Mídia

    Octavio Carvalho Aragão Júnior, Waldomiro Vergueiro

    Superintendência de Comunicação Social (SCS/USP)
    2010
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-8: 01039989
    Português Brasileiro
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    Todos sabemos que o humor é importante, certo? Muitos chegam mesmo a dizer que determinado povo é inteligente se é capaz de rir de si mesmo. A importância do riso pode ser dimensionada pelos norte-americanos, que pagam absurdamente mais a seus atores de séries de comédia de TV do que para aqueles de dramas, mesmo que estes sejam consagrados e queridinhos do grande público. Por exemplo, paga-se 1,225 milhão de dólares por capítulo da série cômica Two and a Half Men para o protagonista Martin Sheen, enquanto Hugh Laurie, o badalado ator que interpreta o personagem que dá nome ao drama House, recebe cerca de 450 mil dólares por episódio. Nota importante: a duração do capítulo de comédias é de meia hora e a de dramas, uma hora. Falamos de TV, de comédia, de drama, de Martin Sheen e do inglês Hugh Laurie que, além de ser um conceituado ator, também é guitarrista – e seria errado achar que em House não há humor, ele existe sim, só que na forma de nonsense, como poderia explicar o pensador Gilles Deleuze no seu tão bem-sucedido e importante livro Lógica do Sentido. Ou seja, mesmo numa série dramática cáustica, como a do médico que trata seus assistentes de forma quase aterrorizante, uma “cócega” mental se dá quase a cada novo diálogo. Bem diferente do riso escrachado e altamente elaborado de Two and a Half Men, cômico do começo ao fim. Nesta altura deste texto o leitor “já” sabe que o tema do presente dossiê é o humor, mais especificamente “Humor na Mídia”. Apresento já minhas desculpas por utilizar exemplos norteamericanos televisivos para ilustrar o alcance da presente seção, mas o fiz tão somente para o leitor avaliar o quão importante é o humor, não apenas para um veículo de comunicação poderoso, como a TV, mas dentro da nossa própria vida. Nosso dossiê cobre tanto o humor veiculado pelos jornais, como aquele feito na TV, no rádio, na Internet. Ele conta ainda com artigos internacionais confeccionados especialmente para este número. Que saibamos, é a primeira vez que uma revista universitária de cultura se debruça sobre este tema. Não poderíamos deixar de agradecer de público a Waldomiro Vergueiro, da ECA-USP, que tanto se empenhou na organização desta nossa alentada seção. Sem ele, este número não seria possível. FRANCISCO COSTA

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    Octavio Carvalho Aragão Júnior profile picture

    Octavio Carvalho Aragão Júnior

    É Doutor em Artes Visuais pela UFRJ. Foi editor de arte da Ediouro e coordenador de arte de O Globo. É professor de Jornalismo Gráfico na ECO - UFRJ. <br><br> Em 2005, além de assinar artigos acadêmicos nas revistas Arte/Ensaios, da UFRJ, e Nossa História, participou da antologia de artigos Imaginário Brasileiro e Zonas Periféricas – Algumas Proposições da Sociologia da Arte, editado pela professora doutora Rosza W. vel Zoladz, publicado pela editora 7Lettras e pela FAPERJ. <br><br> Em 2006, publicou o romance A Mão que Cria pela Editora Mercuryo. Em 2013, lançou o romance Reis de Todos os Mundos Possíveis, pela editora Draco. <br><br> Teve os seguintes contos publicados: Eu Matei Paolo Rossi (antologias Outras Copas, Outros Mundos, Ano-Luz, 1998, e Intempol, Ano-Luz, 2001) Trevo (antologia Phantastica Brasiliana, Ano-Luz, 2000) Um Museu de Velhas Novidades (antologia Intempol, Ano-Luz, 2000) Armageddon em Madureira (antologia Vinte Anos no Hiperespaço, Virgo, 2003) Lâminas Cruzadas (antologia Vinte Voltas ao Redor do Sol, CLFC, 2005) “Quando a Lua Sorri” (Revista Cult – http://revistacult.uol.com.br/website/oficinaLiteraria/content.asp?nwsCode={21D41D25-00B7-07AE-9EAB-40FD3290798B} , 2006) “Para Tudo se Acabar na Quarta-feira” (antologia “Por Universos Nunca Dantes Navegados”, Luís Filipe Silva, Portugal, 2007) “Quadrophenia” (MojoBooks - http://www.speculum.art.br/mojo/livro.php?livro=55, Rio de Janeiro, 2008)

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    RJ, Brasil

    Octavio Carvalho Aragão Júnior