Batman é sem dúvida alguma, um dos personagens mais complexos do mundo dos quadrinhos e talvez do mundo literário em geral. E é talvez, o personagem mais incompreendido e adorado dos quadrinhos também. Ou você o ama de paixão ou o odeia; são poucos os que ficam indiferentes a ele. Em tempos de problematizações estúpidas e exageradas de 2018/2019, ele talvez seja visto como um fascista, embora quem acuse o Cavaleiros das Trevas disso, nem sabe o que a própria palavra significa.
Essa é a segunda da série de 4 volumes da primeira parte de O cavaleiro das trevas. Batman, ao voltar da aposentadoria, continua a combater o crime com a mesma violência e truculência com a qual os criminosos agem para com suas vítimas. A diferença é que grande parte da imprensa parece estar ao lado dos bandidos, em especial ao lado da gangue dos Mutantes, que matam, estupram, e ameaçam o comissário Gordon de morte. Ao confrontar o líder dos Mutantes, Batman fica gravemente ferido, e é salvo por Carrie, a nova ''Robin'' da história, uma moça que foi salva por Batman das garras da terrível já citada gangue.
Interessante ver como em 1987, os ''especialistas'' da imprensa e da sociedade em geral tem sempre uma palavra para culpar o vigilante pelos próprios crimes que combate. Atual, muito atual.