O todo cotidiano -

    Zoé Valdés

    Benvirá
    2011
    318 páginas
    10h 36m
    ISBN-13: 9788502153417
    Português Brasileiro

    O todo cotidiano é a reunião dos dois principais livros de Zoé Valdés, O nada cotidiano e O tudo cotidiano, que completa o primeiro. A primeira parte de O todo cotidiano narra a história de Pátria - conhecida como Yocandra - que nasce em Cuba durante a revolução e cresce cercada de frustração, apatia e desesperança. Escrevendo sobre si mesma e sobre os outros, sobre o que vê e o que sente, a personagem busca na escrita uma saída para a repressão. Já na segunda parte, Yocandra está em Paris e desta vez espera ficar de vez. Em seu apartamento, em Marais, tem como vizinhos personagens coloridos que vivem situações como delirantes: boêmios cubanos, os artistas, hippies e músicos.

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    Nathaly 13/01/2025Resenhou um livro
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    Revolucion y sexo

    A escrita e tão grotesca que eu não consigo diferenciar uma cena dramática triste. Para mim todas as cenas são rancorosas, devido a forma de escrever. Admito que só sei identificar que a cena é triste quando a própria autora expõe. São tantas palavras jogadas no texto que é preciso se concentrar bastante. É uma leitura consativa. Na primeira parte eu fiquei com medo de Cuba, na segunda parte eu fiquei com medo de cubano. Na terceira parte eu fiquei com um pessimismo enorme. A história parece de uma idosa desconhecida caduca que fica na praça contando a sua vida para qualquer transeunte. Caduca por não sentir vergonha e não ter noção do que contar e do que não contar. Idosa desconhecida porque você se perde na linha temporal da história e a protagonista mal se interessa em te alocar. Fatos abertos interessantes são jogados, mas sem desenvolvimento. Apesar de serem interessantes, você prefere que a idosa desconhecida pare de falar. Ao ler você entende que está lendo sobre a vida de uma cubana, mas a leitura parece não haver sentido, não ter rumo, parece que nada levará a algo. Parece apenas prosmicuidade da pior categoria. O livro vai indo soltando um monte de fatos, palavras, xingamentos, palavrões, coisas que você não entende o motivo de estarem ali, até que de repente tudo fica calmo, os fatos narrados começam a fazer sentido. E não parece mais que é uma velha caduca desconhecida que está te contando a história. Você começa a saber a tristeza, a aflição, começa a se simpatizar com a protagonista. Até que volta a ficar confuso e chato novamente. As histórias começam a cortar. Fatos que seriam interessantes de saber são excluídos. Muitos: por que? Página 252- como assim ela tem esses parentes? Onde eles estavam esse tempo todo? E de repente o livro volta a ter um propósito mas o final fica previsível. Leitura ok, bastante cansativa. Nunca leria novamente. Mas, inevitavelmente, surreal a dor de ser um exilado. Assistir o seu povo, a sua nação se afundando. Ter coisas rotineiras roubadas- não poder se despedir de sua família - viver em um país longe do seu, viver experiências traumáticas ao fugir, mudar do seu local de origem, pois a vida está muito difícil. É triste e doloroso. Não consigo nem imaginar a dor de todos esses personagens.

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