Os desvalidos -

    Francisco Dantas

    Alfaguara
    2012
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788579621376
    Português Brasileiro

    Em um romance elogiado pela crítica e marcante na produção contemporânea brasileira, Francisco J. C. Dantas retoma em Os desvalidos a tradição consagrada por Graciliano Ramos e Guimarães Rosa, ao mesmo tempo em que atualiza a cultura popular nordestina, relendo tanto a sua literatura – a narrativa oral do cordel e dos exemplários, o gênero dramático da jornada – quanto os seus temas, como a migração, a desvalia e o cangaço. Os desvalidos dá voz aos pobres-diabos, aos rejeitados, que sobrevivem na periferia entre o nascente capitalismo da década de 1930 e o ancestral mundo latifundiário. Anti-heróis que abrem seu caminho com as próprias mãos: Coriolano, Tio Filipe, Maria Melona, Zerramo e o lendário Lampião se ancoram no único lema capaz de lhes dar orgulho e dignidade: o de ser patrões de si mesmos. Lançado originalmente em 1993, Os desvalidos é considerado um retorno de qualidade à linguagem regionalista do sertão nordestino. Com a capacidade de Dantas em trabalhar as temáticas de sofrimento e rusticidade com a linguagem apurada que se assemelha a de clássicos como Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, a obra demonstra a vida sertaneja sob o cangaço, a miséria e o esquecimento, através de personagens notáveis.

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    Thalita Brito27/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os Desvalidos é uma literatura realista, sendo que o contexto da história se passa na década de 30, retratando a vida no sertão de Sergipe. O romance é narrado pelo Coriolano um personagem sertanejo que tem uma vida difícil no interior, e dono de uma personalidade forte. Através desse romance vamos ver algumas tradições, hábitos e linguagens populares da região nordestina e principalmente sobre os problemas sociais e a vida trágica das pessoas que viviam nessa época. Também fala sobre a figura mais destemida que passou por Sergipe, Lampião. Corionano resolveu morar com o seu tio Felipe em Rio das Paridas para poder fugir do ataque do cangaceiro na sua cidade natal. O seu tio Felipe, viúvo, casou-se novamente com Maria Melona, uma mulher atraente e corajosa. Mas seu casamento não durou muito, foi desfeito por calúnias motivadas por inveja, sendo Coriolano o pivô da separação, ao acusá-la de trair seu marido. Por isso, Maria Melona, resolve entrar para o bando de Lampião para vingar-se de Coriolano. A imagine de Lampião no livro se divide entre o justiceiro que tomava dinheiro dos mais ricos, e em outros momentos visto como bandido perverso. Com um tempo, a notícia se espalha que Lampião morreu. Coriolano tem as suas dúvidas sobre o seu paradeiro, mas vê a oportunidade perfeita para poder mudar de vida, e escapar da fúria de Maria. “Corionalo abafa com as mãos a sofreada euforia de gritar aos quatro ventos: enfim, minha gente, sou um homem desimpedido”. - pág 15 Coriolano sempre colocando culpa em Lampião, mesmo após a morte do cangaceiro, por seus planos que sempre acabavam dando errado, porém o sucesso na sua vida não vinha devido a sua indeterminação e medo, e isso afetava muito o seu desenvolvimento. ⁣ Admirada com esse romance. Retrada o sertão da década de 30. Os personagens são descritos próximo da realidade. A linguagem polular da região é usada no livro, o que torna uma experiência incrível. Para saber sobre o desfecho da vida de Corionalo, você vai ter que ler a obra Os Desvalidos, e descobrir se o danado do Corionalo se safou das suas desventuras

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