Eu peguei esse livro para ler por dois motivos. Primeiro, porque ele estava de graça na Amazon (E dinheiro é algo que hoje está meio escasso aqui em casa). Segundo, porque eu adoro o assunto! Sério. Eu sou fascinada por qualquer coisa que envolva conto de fadas, fantasia e os irmãos Grimm. Portanto, é de se imaginar que um livro que reúna esses três elementos tenha me chamado tanta atenção.
Mina é uma garota muito, muito desastrada e por isso prefere viver em seu canto, evitando chamar atenção para as suas humilhantes trapalhadas. Em consequência, acaba por se tornar uma aluna nada popular, excluída e evitada até pelos professores, que já cansaram de lhe mandar trabalhos extras por causa de seus atrasos.
No entanto, um dia, quando salva o garoto mais popular da escola de um destino bem doloroso, Mina ganha as atenções por um tempo e, junto a essa atenção, ela descobre que a sua vida é muito mais complicada do que parece e que a sua nuvem negra de azar só está começando a torná-la um inferno.
De um dia para o outro, a menina descobre que é amaldiçoada e que, para se desfazer dessa maldição e não ter um destino trágico, ela terá que enfrentar provas terríveis muito mais perigosas do que tropeções ou trabalhos atrasados.
Tenho uma palavra para descrever essa história: Dumbo.
Sabe aquela cena dessa animação da Disney em que o elefantinho começa a alucinar, vendo vários elefantes rosas tocando, dançando e fazendo coisas estranhas? Aquela em que em seguida um monte de coisas desconexas começam a acontecer e cada vez mais elefantes de diferentes cores e formas aparecem em um misto de algo ainda mais incompreensível? Pois é, o livro é mais ou menos isso. De verdade. A autora joga vários acontecimentos estranhos e tenta (sem muito sucesso) fazer uma conexão entre eles. A obra inteira é feita de retalhos mal costurados uns nos outros e que resultam em uma colcha confusa, sem um padrão definido e cheia de buracos.
Aliás, não é só isso. A autora criou uma história repleta de clichês. Sabe aquele basicão onde uma garota bem apagada socialmente, aquela com a qual ninguém se importa e que, de repente, acaba por cair sob os olhos do garotão popular, muito bonito e gente boa, e que lança o famoso discurso de que está cansado de ser popular, fingindo o tempo todo ser uma coisa que não é e que ao lado dela ele pode ser ele mesmo? Pois é isso mesmo que acontece. E olha que eu, na maior parte das vezes, evito reclamar sobre os clichês de uma obra.
Outra coisa que me incomodou foi a protagonista. Mina é aquele tipo de personagem com o complexo de Bella Swan. É chata demais, irritante demais, mesquinha demais. Ela não convence como heroína e muito menos cativa como tal. Aliás, nenhum dos personagens cativa. São quase que programados como robôs, feitos à partir de modelos pré-definidos para livros do mesmo gênero.
Admito que ne surpreendi um pouco com o final. Depois de um livro inteiro de interrogações e muitos acontecimentos confusos, o desfecho trouxe um pouco de luz para história. Uma luz fraca e insuficiente, mas ainda assim uma luz.
Bem, em resumo, eu não gostei do livro e não o recomendo. A autora pegou um tema, a princípio, interessante e o desenvolveu de forma pobre, sem coesão e nem um pouco fluida. Tornou seu livro algo sem noção e de qualidade questionável. Mesmo com o final intrigante, não tenho vontade alguma de continuar a série.