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    Mano descobre a diferença -

    Gilberto Dimenstein

    Senac
    2001
    48 páginas
    1h 36m
    ISBN-10: 8573592311
    Português Brasileiro
    3.1
    83 avaliações
    Leram182Lendo31Querem245Relendo3Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados245Avaliaram83

    Só um cara é capaz de compreender a lógica de um jogo virtual, o Rara Esfera: um gênio da informática que assina com o nome de D´Artagnan. Quando finalmente nossos amigos o encontram, deparam-se com um garoto tímido, excêntrico e muito solitário, um verdadeiro Patinho Feio. Se você fosse assim diferente, o que faria? Tentaria ser aceito pelos amigos, apesar das diferenças, se isolaria ou partiria à procura de sua turma? Será que ser belo é sempre bom? Tolerância, solidariedade, humildade. Valores eternos resgatados em um relato absolutamente contemporâneo.

    Resenhas (2)Ver mais
    Valker Vinicius picture
    Valker Vinicius01/01/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Livro bom, mas que falta abrangência

    Certo dia, a amiga de Mano o apresenta a um velho chamado Aladin, que, além de lhe compreender, conta-lhe uma variante da história do Patinho Feio e como o fato dele ser considerado diferente gerou consequências em sua vida. Em paralelo, seu outro amigo descobre o endereço de D'Artagan, um exímio jogador do que era o jogo mais difícil do momento, tornando sua imagem idealizada extremamente glorificada e perfeita, imagem essa que é logo desmistificada pelos garotos. Com isso, à medida que Mano e seus amigos vão conhecendo a verdadeira natureza de D'Artagan e desvendando as palavras de Aladin, ambos vão sendo expostos às diferenças presentes nas pessoas ao seu redor e entre eles mesmos em uma narrativa, que, de forma implícita, busca debater a individualidade, suas diferentes formas de ser interpretada e de ser lidada, o preconceito e a expectativa, além de como tais elementos podem influenciar a vida de crianças e adolescentes. Tudo isso através de uma linguagem simples e personagens que esbanjam personalidade. Da mesma forma que "Mano descobre a liberdade", "Mano descobre a diferença" segue tal modelo: uma personagem, que, de alguma forma sentiu na pele o tema discutido (D'Artagan); e um acontecimento ou fato que, junto da tal personagem, será discutido e visto de mais de um ângulo no decorrer da história (a história do Patinho Feio), principalmente com incentivo de algum indivíduo alheio ao grupo principal. Ao fim do livro, as questões não são respondidas por completo, mas as personagens se aproveitam do que aprenderam no decorrer da obra para resolver algum problema que pairava a discussão. Apesar da abordagem bem planejada dos temas debatidos, o livro não abrange temas como diferenças raciais, religiosas, políticas, étnicas, etc. Diferente do que se mostra no livro, diferença não se resume a pessoas com problemas para se socializar ou com gostos diferentes, o que o faz soar no mínimo incompleto, visto que não contempla toda a magnitude do que se dispõe a falar sobre. Desta forma, "Mano descobre a liberdade" acaba por ser um bom livro, bem estruturado, com boas reflexões, citações e personagens, mas que falha em abranger o tema a outras vertentes, focando apenas em questões específicas que tangem a diferença entre indivíduos.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.1 / 83
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas41%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas10%
    Gilberto Dimenstein profile picture

    Gilberto Dimenstein

    Formado na Faculdade Cásper Líbero, é colunista da Folha de S.Paulo e da rádio CBN. Já foi diretor da Folha de S. Paulo na sucursal de Brasília e correspondente internacional em Nova Iorque daquele periódico. Trabalhou também no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora, revista Visão e Veja. Foi acadêmico visitante da programa de direitos humanos da Universidade de Columbia, em NOva York. Por suas reportagens sobre temas sociais e suas experiências em projetos educacionais, Gilberto Dimenstein foi apontado pela revista Época em 2007 como umas das cem figuras mais influentes do país. Ganhou O Prêmio Nacional de Direitos Humanos junto com D. Paulo de Evaristo Arns, o Prêmio Criança e Paz, do Unicef, Menção Honrosa do Prêmio Maria Moors Cabot, da faculdade de jornalismo de Columbia, em Nova York. Também ganhou os prêmios Esso ( categoria principal) e Jabuti, de melhor livro de não-ficção. Foi um dos criadores da Andi ( Agência de Notícias dos Direitos da Infância), disseminada pelo Brasil e vários países da América Latina. Em 2009, um documento preparado na Escola de Administração de Harvard, apontou-o como um dos exemplos de inovação comunitária, por seu projeto de bairro-escola, desenvolvido inicialmente em São Paulo, replicado em todo o país. O texto foi enviado ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

    55 Livros
    36 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Gilberto Dimenstein