Em (In) Visibilidade Vigilante, Steven Butterman nos leva pelos caminhos percorridos nos primeiros 15 anos (de 1997 a 2011) da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Trata-se da primeira análise de discurso detalhada sobre as características e a dinâmica daquela que é, sem dúvida, a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo. Analisando a cobertura feita pela mídia, o autor nos conduz pelos acontecimentos e discursos que permearam os eventos na Avenida Paulista. A Parada LGBT não é apenas um grito de uma minoria cansada de opressão e preconceito. É também a expressão de uma sociedade farta de imposições culturais que ditam e controlam onde e quando cada um pode ser sexual. Por meio da marcha em uma das principais avenidas da cidade, a Parada LGBT briga pelo direito de cada pessoa viver como deseja. Ainda que por apena s um dia, torna visível um número imenso de pessoas que nos outros 364 dias do ano não podem se mostrar com orgulho. Steven Butterman mostra que aquilo que chamamos de liberdade é uma conquista, não uma dádiva. A liberdade é alcançada pela caminhada – no caso, a mais dançante, colorida e alegre do mundo.
(In)Visibilidade Vigilante - Representações Midiáticas da Maior Parada Gay do Planeta
Steven Butterman
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(In)Visibilidade Vigilante, do autor Steve Butterman, aborda um tema muito interessante, e que vêm ocupando um grande destaque na mídia, nas redes sociais e entre amigos que convivem com essas questões em seu dia-a-dia: a Homossexualidade, com ênfase em um grande evento LGBT, a Parada Gay. A Parada Gay teve início, aqui no Brasil, no ano de 1997, onde um grupo de cerca de 2.000 pessoas representou a causa no dia 28 de Junho, sob o tema “Somos muitos, estamos em todas as profissões”. Toda a mobilização do surgimento deste, e de outros eventos relacionados à causa, se deu devido a um incidente ocorrido em 28 de Junho de 1989 em Nova York, especificamente no bairro de Greenwich Village, onde um grupo LGBT frequentadores dos bares da área se rebelou contra a polícia, exigindo respeito perante os abusos das autoridades locais por serem quem são. O confronto durou dias e deste incidente surgiram os primeiros líderes e ONGs dedicados 100% a comunidade gay. Esta data, então, tornou-se um símbolo e luta por igualdade. Em 1970 ocorria a primeira parada gay do mundo, em NY, o dia que se tornou, também o Dia do Orgulho Gay. Sendo assim, no Brasil, não poderia ser diferente. Desde 1997, mesmo com diversos empecilhos e desafios, a Parada Gay passou de 2.000 pessoas para 3.5 milhões, ocupando a principal avenida de São Paulo, a Avenida Paulista. Hoje, é um evento grandioso, explorado pela mídia e que gera polêmica, mas também mostra o quão forte se tornou o movimento e a luta pelos ideais LGBT. O mês de junho se tornou o mês do orgulho gay e em seus dezenove anos de existência já promoveu uma enorme visibilidade da comunidade gay no Brasil, sendo também uma das maiores paradas realizadas no mundo. O livro aborda outra questão muito importante, a representação da mídia como um todo em relação a Parada Gay, que é, obviamente importantíssima para o destaque, positivo ou não, do evento, e por divulgar questões sociais relacionadas aos homossexuais ou até mesmo denúncias de abusos. A mídia é fundamental para que um dia haja igualdade para a causa, em todos os sentidos. Eu diria que hoje o movimento LGBT tem tido muita força, não apenas entre as ONGs e os grupos e líderes da causa, mas também pelos simpatizantes. Uma grande parcela da sociedade aceita e convive diretamente com os homossexuais. Livre de preconceitos, já se tornou engajada por sua luta também e acredito que a minoria preconceituosa acabará minguando diante da liberdade que o século XXI têm proporcionado a sociedade como um todo. Mas, infelizmente, o Brasil ainda é um dos países onde existe maior resistência a muitas questões relacionadas aos homossexuais, vide a matéria desta semana sobre a constituição da família. As pessoas possuem o direito de opinião, claro, mas acredito fielmente que devemos incorporar as causas LGBT como nossas próprias causas, por um mundo mais justo e humano, por um mundo livre de "pré-conceitos". Apesar de (In)Visibilidade Vigilante ser um livro super complexo, que aborda questões sociológicas e midiáticas profundamente, eu decidi ler por alguns fatores que julgo importantes nos dias de hoje: me abrir mais para a causa LGBT, conhecer melhor a história do movimento, da parada e dos membros responsáveis por estes eventos, e porque, como a maioria das pessoas, tenho muitos amigos(as) gays, conhecidos e colegas, e convivo com eles diariamente. Tenho um grande respeito pela causa e por isso gostei da leitura, julguei ser boa para mim, e acredito que seja uma boa leitura para todos nós. É tempo de mente aberta para a humanidade. Para quem tem curiosidade e quer se aprofundar no assunto do ponto de vista social e midiático, leitura recomendada!
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