Débora guarda um segredo. NÃO é só o fato dela ter poderes, mas algo muito maior, um peso que está esmagando seu coração desde a infância. Ela sai do caloroso Rio de Janeiro para morar na fria Londres e fica sem esperanças ou expectativas para o futuro, mas ela vai descobrir que, com os amigos, todos os problemas do mundo se tornam pequenos.
Toringa -
Felipe Lisbôa
Eu comecei a ler esse livro numa determinada manhã em voz alta porque minhas filhas de (quase) 7 anos gostaram da capa e quiseram saber sobre o que se tratava. Foi maravilhoso ver seus olhinhos brilharem enquanto assimilavam cada personagem que eu narrava com a imagem da capa. Elas gostaram da Jhenny e sua tiara, do Gary e seu gorro, do Luc e sua camisa em gola V, do Tom e sua camisa quadriculada e do Miles e sua inconfundível camisa de cogumelo. O interessante é que li alguns capítulos antes delas irem pra escola e apesar da promessa de continuar a história outra hora, eu não pude deixar de dar continuidade à leitura quando fiquei sozinha. Toringa me surpreendeu. Eu já esperava que fosse gostar. Vi alguns desenhos que me animaram a conhecer a trama, além de já curtir o gênero e o fato dele ser bem curtinho (ultimamente estou intolerante a livros longos). Só que eu realmente fiquei imersa em cada acontecimento que surgia do nada, a ponto de pensar: “Que pena que já acabou. Que bom que tem continuação.” Débora é uma jovem brasileira que se muda para Londres levando escondido na bagagem traumas e segredos. Lá ela acaba encontrando pessoas raras, semelhantes que se unem num pacto silencioso de amizade e cumplicidade. O que posso contar sem soltar spoilers? Bem, a trama é de aventura e fantasia. Seus personagens são peculiares e estão descobrindo a origem e potencia dos seus dons incomuns. Toringa é tanto a chave para as respostas, quanto sinônimo de problemas que colocarão não apenas as vidas desses jovens em perigo, mas a vida de todos os habitantes da Terra. Com um inimigo aparentemente imbatível, algumas batalhas são travadas e tristes consequências surgem mexendo com nossos corações. O desfecho é clássico no sentido de deixar a ponta solta para o próximo volume, mas é ao mesmo tempo inesperado pela coragem do autor ao delinear o destino de alguns personagens. O romance da trama fica no ar da primeira à última página, sem tornar-se o foco, mas envolvendo-nos numa sensação de incerteza deliciosa. Enfim, Toringa mexeu com minhas emoções e particularmente esse é o principal critério para que eu determine se um livro é bom ou não. Vale a pena ler Toringa. Citações: Nós não somos super-heróis, não derrotamos monstros, nem vestimos cueca por cima da calça... Isso é coisa para a América, nós somos da Europa. Pg.100 Aprender não é chato. Ler não é tedioso. Escrever não é difícil, saber demais não a transforma em um gênio e saber de menos não a transforma em uma burra. A TV, sim, a faz uma burra e as pessoas não podem ser julgadas pelo que elas vestem. A questão é você parar de agir feito uma adolescente idiota e começar a se preocupar com o seu futuro, com o que você quer ser. Pg.61
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