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    Crise e Utopia: O Dilema de Thomas More -

    Martim Vasques da Cunha

    Vide Editorial
    2012
    324 páginas
    10h 48m
    ISBN-13: 9788562910074
    Português Brasileiro
    4.1
    7 avaliações
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    Habitar um mundo onde desconhecemos o certo do errado, o justo do injusto, o Bem do Mal – eis a “crise da modernidade”, segundo Leo Strauss, que em The Three Waves of Modernity deu rostos a essa crise. O primeiro deles teria sido Maquiavel, o florentino que aceitou a divisão profunda entre ser e dever ser, recusando o horizonte espiritual do Cristianismo e procurando numa reactualização da Roma Antiga as virtudes pagãs para a manutenção do poder. Se a fortuna é como uma mulher que pode ser subjugada pelo uso da força, de nada valem as antigas piedades cristãs. Elas podem ser boas para a alma individual, mas são nocivas para a firmeza e a conservação dos Estados. Nas “vagas da modernidade” de Strauss, o que começa com Maquiavel continua com Rousseau e termina com Nietzsche: o niilismo está consumado. Não existe mais nenhum standard universal, transtemporal e transespecial, que permita aos homens atuar na história terrena conservando ainda um quadro axiológico sub specie aeternitatis. Os homens estão agora entregues ao seu destino – o que significa, no limite, que eles escolhem e produzem os seus próprios valores. A importância de Crise e Utopia: O Dilema de Thomas More, uma obra notável sobre a “crise da modernidade” no coração do Humanismo europeu, está na escolha de Thomas More como o primeiro rosto que Strauss esqueceu. Maquiavel é já um convertido à “política da fé”, para usar a expressão racionalista de Michael Oakeshott. Mas Thomas More situa-se antes do dilúvio consumado, embora antecipando e vivendo na ansiedade do turbilhão. E as perguntas – dilacerantes para More – confluem para o mesmo ponto: em que cidade podemos, ou devemos, viver? Na cidade dos homens? Na cidade de Deus? E que relação é possível estabelecer entre ambas? Haverá ainda uma unidade espiritual entre a alma bem ordenada e uma polis que seja a extensão dessa alma? E como atuar neste wretched world? Como conciliar os princípios com as circunstâncias, sem necessariamente sacrificar os primeiros – ou, mais ainda, sem vergar as circunstâncias às “metástases da fé”? Thomas More formulou todas estas perguntas: na sua conduta privada na corte de Henrique VIII e na sua produção intelectual, onde se destaca Utopia, que Martim Vasques da Cunha apresenta como a culminação irónica e desencantada da “crise da modernidade”: a evidência cruel de que “o recuo da comunidade cristã”, para usar uma expressão cara a Roger Scruton, apenas nos conduz a “palavras, palavras, palavras” – no fundo, a esse Lugar Nenhum onde teremos como cicerone um mestre da efabulação – e das “bobagens”. Para Leo Strauss, a “crise da modernidade” não representaria apenas um impasse ético, mas também epistemológico: se desconhecemos a verdade, como a procurar? Ou, dito ainda de outra forma, que papel resta ao “intelectual secular” quando ele sente que a ordem espiritual se foi eclipsando na polis? Cabe-lhe ser conselheiro de príncipes, tarefa a que o referido florentino se entregou com entusiasmo? Ou haverá ainda espaço para evitar essa “traição”, como a caracterizou Julien Benda, e conservar um reduto último e inegociável que, na falta de melhor palavra, designaremos por “consciência”? Martim Vasques da Cunha mostra-nos que as tentativas de resposta a essa pergunta agónica não se limitaram a ocupar a pena de Thomas More. Na verdade, elas o acompanharam literalmente até ao fim da vida.

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    Lucas Petry Bender24/07/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Encarando a crise de frente

    Apesar de alguns problemas de acabamento - abuso de citações, por exemplo - é bem sucedido no essencial, naquilo que se propõe, ou seja, demonstrar que o sucesso das ideologias modernas trai um problema espiritual fundamental, e que em vez de encararmos nossas crises de frente, assumindo todas as suas consequências, preferimos nos exilar da realidade, construindo sistemas sociais e projetos pessoais que negam a realidade última das coisas primeiras.

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    Martim Vasques da Cunha

    Martim Vasques da Cunha é escritor, jornalista, doutorando em Ética e Filosofia Política pela Universidade de São Paulo, autor de Crise e Utopia: O dilema de Thomas More (Vide Editorial, 2012) e colaborador do jornal literário Rascunho. É um dos criadores da revista cultural “Dicta&Contradicta”. Possui experiência na área de ciência política, filosofia da religião e história da filosofia. É graduado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC – Campinas) e mestre em ciências da religião pela PUC- SP.

    3 Livros
    5 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Martim Vasques da Cunha