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    Crônica da casa assassinada -

    Lúcio Cardoso

    Civilização Brasileira
    2004
    518 páginas
    17h 16m
    ISBN-10: 8520005098
    Português Brasileiro
    4.4
    1851 avaliações
    Leram2644Lendo255Querem4088Relendo12Abandonos139Resenhas239
    Favoritos226Desejados4088Avaliaram1851

    Crônica da casa assassinada é a história de uma família em franca derrocada social e moral. Uma história que somente é conhecida pelo relato de seus próprios personagens, por meio de cartas, diários, memórias, confissões, depoimentos, e cujos temas centrais são o adultério e o incesto, a loucura e a decadência. Numa linguagem altamente metafórica, monta-se um esquema estruturalmente complexo, no qual verdade e mentira chegam aos limites do paroxismo.

    Edições (8)

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    Resenhas (239)Ver mais
    Rosangela Max picture
    Rosangela Max30/10/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Uma história primorosa contada por diversas vozes.

    Algumas coisas me lembrou um pouco o livro Anna Karienina. Principalmente a personagem Nina que tem o mesmo jeito manipulador e egocêntrico dela, totalmente desapegada dos laços familiares. Mas as semelhanças acabam aí. Nina é maldosa, sem escrúpulos, capaz de qualquer coisa. Se aproveitava da atração que causava nos homens e das paixões insanas que despertava. A história toda gira em torno dela, ela é a peça central. Apesar disso, não a considero como protagonista. Acredito que a Ana se encaixa mais nesse papel. Todos os personagens são interessantíssimos e foram bem construídos. Tive um carinho especial pelo Timóteo, pelo Padre Justino e pela Betty. O autor escreveu uma obra-prima e não teve como não favoritar esse clássico nacional. Só não levou 5 estrelas porque achei que a história demorou um pouco para engrenar. Leitura super recomendada.

    97 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 1851
    • 5 estrelas53%
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    Joaquim Lúcio Cardoso Filho  profile picture

    Joaquim Lúcio Cardoso Filho

    Lúcio Cardoso nasceu em Curvelo, Minas Gerais, a 14 de agosto de 1912 e faleceu em 28 de setembro de 1968 no Rio de Janeiro Devido ao assunto de seu primeiro romance foi agrupado entre os regionalistas; entretanto, sua produção tem muito mais afinidade com o grupo "espiritualista" de Cornélio Pena, Schmidt, Otávio de Faria, Vinicius de Morais. Cardoso era mais ou menos abertamente homossexual, o que se traduziu na sua obra como mais uma instância particular do tema geral da redenção possível de uma humanidade ontologicamente pecaminosa, que ele compartilhou com todos os seus colegas de movimento. Em 1966 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, por conjunto de obra. Em um universo ontologicamente dilacerado, com uma prosa cuja poesia dá vazão ao desejo transgressivo, os personagens se desnudam em tensões recriadoras da objetividade do mundo. Ao lado de Clarice Lispector e Cornélio Pena, ele foi o principal nome do romance intimista brasileiro, e realizou, com Paulo César Saraceni, o primeiro longa-metragem do Cinema Novo, além de seus romances terem sido adaptados para as telas. Ao ter de abandonar a escrita por causa de um derrame cerebral, recusou o afastamento da criação, passando a pintar belos quadros, ainda que com os poucos movimentos que lhe restaram.

    25 Livros
    62 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Joaquim Lúcio Cardoso Filho