Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores19
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Sonho de Martha Quest -

    Doris Lessing

    Record
    1964
    328 páginas
    10h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    9 avaliações
    Leram11Lendo0Querem7Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos1Desejados7Avaliaram9

    O primeiro livro do ciclo de cinco romances que acompanha a protagonista Martha Quest da infância na África até a Terceira Guerra Mundial. "Os Filhos da Violência", iniciado em 1952 e só concluído em 1969.

    Resenhas (2)Ver mais
    Rômulo Lopes picture
    Rômulo Lopes24/01/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A elegância da sonho

    Doris Lessing foi submissa à escrita e do ato da ficção ao enaltecer a linguagem diante da realidade e do tédio, ao tentar conquistar um sonho de sua personagem Martha Quest em ?O sonho de Martha Quest?. Concomitante a essa vontade externalizada, Lessing trabalha com o reflexo de sua história nesta personagem, porém existe uma diferença, apesar de ser uma obra com alto teor biográfico, existe uma força que perpetua paralém da personagem ao esmiuçar tal desejo numa ótica crítica a si de acordo com sua madura ingenuidade. E, nessa obra, a (re)criação envolve uma dimensão dentro deste sonho, trabalhando jogos que somente a literatura tem tal poder de fazer, o de desvirtuar o tédio ? energia para conquistar o sonho ? nas grandes doses existencialistas. O ápice poético desta obra é essa forte ligação entre autora e a personagem, idealizando um ritmo sútil que investiga o pré-Guerra, o calabouço entre gerações, ideologias sendo fortificadas e os direcionamentos e confrontos para ser e estar ali, naquele bojo em que a existência certifica a vida. Em alguma sensação, dentre várias, a que clama por atenção é o anúncio do horror e terror do século XX ? muito embora essa sensação seja criada já na sinopse do livro ? que está por vir. Essa facha, embrenhada de gás sufocante, é posta em vários momentos, um deles é quando Martha decide se posicionar diante de seus pais ao ser favorável a Hitler, criando raízes ao prejuízo psíquico - e na sociedade ? após esta perigosa necessidade de se aproximar das ideologias, numa banal ideia de confronto, escolhendo o horror, caso precise, Lessing desnuda seu interior e a própria literatura de uma forma vasta, simulando as hipóteses e as fronteiras inexistentes para tais lugares e conteúdos. Para o amor, trabalho, família e amigos, Martha Quest força uma presença constante, física ou não, sua demarcação, ela se vê na condição que sempre tentou se afastar, de se tornar comum perante a sociedade, e mais, de oficializar isso diante de um casamento já inerte. Doris Lessing inicia sua série "Os filhos da violência" em ótimo estado natural das coisas que caem no cotidiano e perfuram o simples argumento de sonhar.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 9
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Doris May Tayler profile picture

    Doris May Tayler

    Filha de pais britânicos, nasceu em 1919, em Kermanshah, na Pérsia (atual Irã). Em 1925, mudou-se com a família para uma fazenda na Rodésia do Sul (hoje Zimbábue). Lá viveu até 1949, quando foi para Londres, levando o manuscrito de seu primeiro romance, <i>The grass is singing</i>, que obteve expressivo sucesso internacional quando lançado. Autora de uma obra extensa, que inclui ensaios, contos, romances e textos memorialísticos, Doris Lessing ganhou diversos prêmios, entre eles o Somerset Maugham (1954), o W. H. Smith Award (1986), o Mondello (1987), o Prêmio Internacional da Catalunha (1999), o Príncipe de Astúrias (2001) e o Prêmio Nobel de Literatura (2007). A Academia Sueca a definiu como "<i>a contadora épica da experiência feminina, que com ceticismo, ardor e uma força visionária escrutinou uma civilização dividida</i>".

    55 Livros
    68 Seguidores

    Doris May Tayler