Personagens: Blake e Dione
Está difícil arrumar palavras satisfatórias para qualificar Linda Howard.
Eu até poderia ficar na boa e velha enumeração tipo “autora maravilhosa, brilhante, onde ela arruma tanta inspiração, como ela conseguiu criar o Zane Mackenzie e etc.”, mas seria obscenamente medíocre.
Então eu te pergunto: por que é tão difícil falar do que você gosta muito? Porque sempre vem a sensação de insuficiência?
Se alguém desvendar esse mistério de forma razoável, juro que ficarei eternamente grata e colocarei seu nome nas minhas orações para o São João do Arreda Barriga.
Mas voltemos à Linda Howard.
Taí uma autora que eu não perco tempo lendo sinopse, porque já sei que vou encontrar tudo que eu gosto em uma história romântica.
E Desperte comigo seguiu a tradição, claro.
O enredo é muito simples, do tipo que está centrado basicamente nos protagonistas. Não há grandes conflitos, ação ou suspense, mas há muito romance, superação dos personagens, algum drama e, obviamente, um mocinho perfeito.
Aliás, os mocinhos da linda Howard mereciam uma resenha à parte porque, fala sério, viu?!
Que coisa!
Mas vamos à história.
Blake, um homem atlético, totalmente de bem com a vida e fã de esportes radicais, sofreu um acidente que quase o matou, dois anos antes. Cirurgias, terapias, incentivos, nada deu certo porque ele desistiu de lutar por sua recuperação.
Em uma última tentativa, seu cunhado apela para Dione, uma fisioterapeuta competente e linha dura. Depois de estudar o caso e enxergá-lo como um grande desafio, ela aceita Blake como paciente.
Porém, quando Dione se depara com o gostosão, vem o susto porque ele não era nem uma sombra do homem que foi um dia.
A partir daí, a história evolui lindamente e é melhor parar por aqui se não vou deixar a língua solta.
Quer dizer... como não consigo falar pouco, tenho que comentar umas coisinhas sobre os mocinhos.
Dione: as personagens femininas de LH são sempre ótimas, no mínimo. São desencanadas, tranquilas e sempre me cativam imensamente. Di (como Blake a apelidou. Que cut cut!) englobou tudo isso e ainda teve um elemento a mais: traumas do passado. Assim como nosso mocinho, ela também teve que lidar com sua própria “recuperação”.
Blake: como LH consegue criar homens assim é um enigma pra mim. Além de ser uma delícia descomunal, ele é atrevido com retoques de safadeza saudável e persistente do tipo que sabe o que quer e corre atrás. Blake só pode ter lido A arte da guerra porque que o que ele usou de estratégia pra conquistar Dione, só com Sun Tzu mesmo.
Mas se fosse comigo, garanto que a única coisa que ele precisaria ler seria o Kama S... cof cof cof.
O livro é lindo, muito romântico e, mesmo com minha pequena dificuldade de qualificar o que eu gosto, espero que tenha expressado o quanto admiro a autora e o quanto Desperte comigo é recomendável para sua estante. Não é o melhor de LH, mas isso não significa que seja apenas médio ou ótimo. Pelo contrário: é maravilhoso. LH não escreve nada menos que isso.
Ultra recomendado!
; )