Amy, minha filha -

    Mitch Winehouse

    Record
    2012
    350 páginas
    11h 40m
    ISBN-13: 9788501400321
    Português Brasileiro

    O que afinal aconteceu com Amy Winehouse? A biografia Amy, minha filha, escrita sob a perspectiva do pai da cantora, descreve a trajetória conturbada de urna estrela inglesa, brilhante e espirituosa, desde a infância até seu falecimento aos 27 anos. A morte prematura de Amy Winehouse, em 2011, foi um choque, mas não chegou a pegar seus fãs completamente desprevenidos. Ela passara alguns anos protagonizando as manchetes dos principais jornais do mundo - com farras, amores, excessos e autoflagelo. A impressão era de que não se importava com a própria voz, tampouco com a carreira. Um comportamento inexplicável, que chocou e atraiu a atenção da imprensa e dos fãs tanto quanto sua voz marcante, seu estilo único e seu talento devastador. Mais do que uma simples biografia, Amy, minha filha é uma confissão de Mitch Winehouse, pai da cantora e personagem polêmico e essencial na trajetória da estrela. A narrativa é direta e sincera. Ao mesmo tempo, como se espera de um discurso paterno, igualmente emotiva. Os eventos se misturam às impressões subjetivas do autor e, nas entrelinhas, tem-se um retrato da relação que determinou ambas as vidas. De Mitch, Amy esperava que fosse o super-homem. De Amy, Mitch desejava uma filha plenamente realizada. Não há como saber, não com exatidão, o que a levou a se envolver profunda e irreversivelmente com drogas pesadas. No começo de sua carreira, execrava-as, bebia moderadamente, apaixonava-se pelos bons moços e era louca por bandas dos anos 60. Evidências explícitas em seu primeiro disco, Frank, uma coletânea de letras sobre o fim de seu primeiro namoro sério e sobre sua relação com a maconha. Os temas são tratados com uma leveza que não reapareceria em Back To Black, seu segundo CD. Produzido após um dos inúmeros términos com Blake - o famigerado marido que supostamente levou Amy à ruína - o disco é de cortar o coração, e cantá-lo tornou-se um fardo cada vez mais pesado em apresentações ao vivo. De maneira sincera e comovente, Mitch Winehouse conta como sua filha se tornou uma grande estrela que sucumbiu ao vício das drogas e morreu prematuramente aos 27 anos. Trazendo relatos e fotos inéditas do acervo da família, Amy, minha filha é também o retrato de uma luta cruel. Uma história do belo e do feio, da arte e do aniquilamento, do que nos mantém vivos e do que nos destrói, tentando responder a pergunta que todos se fizeram ao receber a triste notícia da morte da cantora: o que afinal aconteceu com Amy?

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    ian. 02/02/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Oi gente, eu escutei o álbum back to black e retiro tudo o que eu disse sobre pai da Amy, é isso

    Antes de tudo, quero deixar claro que não estou aqui para julgar a vida de Amy Winehouse, as pessoas já fizeram isso bastante enquanto ela estava viva. Outra coisa, a forma que eu uso para avaliar os livros é a minha experiência de leitura. Não quero ser o detentor da razão, muito menos bancar o crítico literário. Quando gosto de um livro, avalio com 5 estrelas. Quando não gosto tanto, eu penso sobre a minha experiência de leitura daquele livro. Avaliar uma biografia é bastante complicado. Quero deixar bem claro, as 3 estrelas não são sobre o conteúdo do livro em si. É sobre meu sentimento ao lê-lo. No começo do livro eu fiquei muito imerso sobre os detalhes da vida de Amy Winehouse como pessoa. O livro é muito bem escrito, tornando muito fácil de imaginar o cenário de uma vida real. Lá pelos 50% da leitura eu já estava cansado. O sentimento era de que eu estava me esforçando com o pai de Amy para que ela largasse as drogas, o álcool e esquecesse Blake. Era um ciclo cansativo de vai e volta que nunca terminava. Como o próprio Sr. Winehouse falou, eu estava saturado. Acho que, como é a lembrança de um pai sobre a filha, eu acabei pegando um pouco das dores dele. Se fosse os próprios pensamentos de Amy, acho que ficaria mais fácil de compreender sua dependência. (Esse é o motivo de 3 estrelas.) O que me pegou mesmo foi que Amy nunca teve um motivo para o uso de drogas pesadas. Geralmente, em relatos assim, as pessoas sempre tentam culpar alguma coisa. O pai de Amy culpou Blake. Apesar de Blake ser um tremendo de um "F D P" (te odeio skoob por censurar palavrões), o Sr. Winehouse percebeu que sua filha ainda continuaria em sua dependência após o divórcio. Mesmo que ela tivesse se livrado das drogas, ainda tinha o alcoolismo - o que, pelo visto, sempre pareceu um problema. É uma autodestruição muito forte de se ler. Não cabe a mim tentar entender os motivos e ações de Amy; o que aconteceu, aconteceu. Espero que ela tenha encontrado paz, ou que seja que exista após a morte. Em geral, é um ótimo livro de lembranças.

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