Mal podia esperar para me jogar entre as cobertas e rapidamente apaguei o abajur sobre a escrivaninha. A lua reluzia atrás das montanhas. Deitei-me olhando para ela, e minhas pálpebras pesavam com o sono. De repente...lá estava ela de novo. A Mão! Escalou a escrivaninha e reacendeu o abajur. Sentei-me na cama, observando-a pendurar-se sobre a borda da escrivaninha. Alcançou o puxador, abriu a gaveta aos solavancos e jogou-se dentro dela. Vasculhando o que havia lá dentro, encontrou papel e lápis, voltou para o tampo da mesa e pôs-se a escrever. Definitivamente, não era um sonho. Levantei-me da cama, fui até a escrivaninha e fiquei ali, olhando-a escrever de trás para frente. Transcrevia mentalmente as letras invertidas à medida que eram postas sobre o papel. - Meu jovem Mestre, é chegada a hora de conversarmos. Posso compreender o que falas, assim como podes compreender o que escrevo. Então, podemos começar? - Começar o que? - Tua instrução, meu jovem Leonardo. Esperei pacientemente ao longo de séculos por tua volta.


