é um conto recolhido há bastante tempo no interior do sergipe, e é muito legal reconhecer nele a presença de elementos de contos antigos lá da europa (gata borralheira/cinderela é a ligação mais evidente, mas é capaz de haver mais, pq assim funciona nesses contos populares, os elementos passeiam de conto para conto). o que me incomodou um pouquiinho, mas acho que isso não é culpa do romero, que é o coletor do conto e não o autor, é a forma como a história é contada. há partes que se encaminham rapidamente pro final. você sente que poderia ter mais suspense, mais descrição, elementos que os contos orais costumam ter em abundância. o final é um exemplo... o desfecho se encaminha de forma rápida, quase apressada, meio que não dá tempo pro leitor/ouvinte pescar tudo. pelo menos foi a impressão.
mas enfim, bacana.
e as ilustrações são bem bonitas, especialmente a da capa, que é linda.