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    Os deixados para trás -

    Tom Perrotta

    Intrínseca
    2012
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788580572148
    Português Brasileiro
    3.4
    876 avaliações
    Leram1258Lendo85Querem1656Relendo1Abandonos83Resenhas72
    Favoritos6Desejados1656Avaliaram876

    O que aconteceria se, de repente, sem nenhuma explicação, pessoas simplesmente desaparecessem, sumissem no ar? É o que os perplexos moradores de Mapleton, que perderam muitos vizinhos, amigos e companheiros no evento conhecido como Partida Repentina, precisam descobrir. Desde o ocorrido nada mais está do mesmo jeito — nem casamentos, nem amizades, nem mesmo o relacionamento entre pais e filhos. O prefeito da cidade, Kevin Garvey, quer acelerar o processo de cura, trazer um sentimento de esperanças renovadas e propósito para sua comunidade traumatizada. Ainda que sua família tenha sido desfeita com o desastre: sua esposa o deixou para se juntar a um culto cujos membros fazem voto de silêncio; seu filho, Tom, abandonou a faculdade para seguir um profeta duvidoso chamado Santo Wayne; e sua filha adolescente, Jill, não é mais a dócil estudante nota dez que costumava ser. Em meio a tudo isso, Kevin ainda se vê envolvido com Nora Durst, uma mulher que perdeu toda a sua família no 14 de Outubro e continua chocada com a tragédia, apesar de se esforçar para seguir adiante e recomeçar a vida. Com emoção, inteligência e uma rara habilidade para enfatizar os problemas inerentes à vida comum, Tom Perrotta escreve um romance impressionante e provocativo sobre amor, conexão e perda.

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    Resenhas (72)Ver mais
    Eric Rocha picture
    Eric Rocha18/01/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Realidade de The Leftovers

    Acho justo começar falando que ganhei o livro pela Cortesia do Skoob, até porque nos Termos e Regras do sorteio diz da importância da resenha do livro ganho para a Editora, no caso a Intrínseca, e para os leitores saberem sua opinião. Antes de tudo, escrevo esta resenha especialmente para os leitores, pois duvido que a Intrínseca vá ler isto já que ela parece ser tão “foda-se o que eles acham, só quero vender”. Antes de começar a ler a resenha, recomendo que dê uma lida na sinopse para não ficar “boiando”. E não, a resenha não tem spoilers comprometedores! :) KÓMON RUÍDÊRS (COME ON READERS). Ao saber que tinha ganhado o livro fiquei tão feliz, pois sou daqueles que nunca ganham nada em sorteios. Mas essa felicidade durou pouco, porque olhei para a capa e: “que capa estranha. Já não gostei do livro.” (É, não gostei muito da nova capa, mas as anteriores são muito bonitas). Sim, sou muito pré-conceituoso com livros e julgo sim eles por suas respectivas capas. E aqui estou eu, mais um leitor que acabou de levar um sermão da velha e bendita frase: Não julgue um livro pela capa. No início o livro não me prendera por nada, apenas tinha me chamado a atenção por Perrotta fazer seus personagens agir de forma tão real e humana, e também pela frase inicial na primeira aba do livro: “O que você faria se o Arrebatamento acontecesse e você fosse deixado para trás?”. PERSONAGEM LEVA À MORAL Confesso que dei uma pausa necessária para tomar a coragem e voltar a lê-lo. Retomei a leitura e a forma como os personagens eram tão reais foi me chamando cada vez mais a atenção. Era como se eu os conhecesse, como se fossem meus vizinhos, com os mesmos pensamentos que temos, desculpa que damos, ações que tomamos, fazendo coisas que nós fazemos. Devo dizer que os humanos não tem nada de tão interessante em suas vidas rotineiras, é sempre a mesma monotonia. Mas aos poucos comecei a entender que essa coisa “sem graça” que faz parte da rotina do ser humano refletia diretamente no livro. Foi aí que comecei a entender o que Perrotta queria mostrar para o leitor, onde basicamente se resume em um trecho do livro: "Kevin já vira aquele processo antes: não importava o que acontecesse no mundo — guerras genocidas, catástrofes naturais, crimes indescritíveis, o que fosse —, mais cedo ou mais tarde as pessoas se cansavam de pensar no assunto. O tempo passava, as estações mudavam, as pessoas se recolhiam a suas vidas particulares, voltavam o rosto para o sol". COMENTÁRIOS NEGATIVOS À THE LEFTOVERS Se buscar opiniões de outros sobre o livro e também sobre a série adaptada, você vai encontrar, digamos, 80% de comentários negativos ou neutros. As pessoas alegam que é uma história sem graça, sem emoção, sem nenhum ponto onde possam se agarrar para poderem desfrutar da leitura, assim como os personagens são desinteressantes. A meu ver o que acontece é que esperavam algo contagiante, mas não viram isso, quiseram olhar com olhos de quem procura algo que tenha clímax em potencial. Como disse, Perrotta quis mostrar que mesmo que um desastre abale a vida dos humanos, uma hora ou outra ele sempre se verá automaticamente voltando à sua vida monótona. O que é verdade. No final de tudo, isso já acontece, concordam? E queria lhes perguntar: A sua rotina é divertida, cativante, interessante? Não né? Claro que não, vamos ser sinceros! Mas é nisso onde o autor acerta: ele passa toda essa chatice para a estória e personagens, de uma forma excepcional, com um realismo impressionante. Agora respondam: Se o autor colocasse ações de tirar o fôlego, tudo isso que ele quer passar para o leitor ficaria claro? Claro que não. Seria só mais um livro empolgante. E OS FANÁTICOS? Você deve estar se perguntando: Se o autor retrata os humanos tão bem, então por que o Eric só mencionou aqueles que continuam suas vidas, tentando se esquecer de tudo o que aconteceu? Caro amigo leitor, tem sim aqueles que ficam um tanto quanto perturbados com a Partida Repentina e por não aguentarem mais conviver com aquilo, terem perdido o sentido da vida e com medo do futuro, acabam decidindo entrar numa seita (os Remanescentes Culpados) onde se faz um voto de silêncio e aguardam até um suposto segundo Arrebatamento que está por vir. Também tem os que começam a seguir um sujeito de caráter duvidoso que se intitula como um profeta que cura as dores das pessoas com um abraço. ONDE O AUTOR ACERTOU: - Escreveu em terceira pessoa, o que deu a chance de focar não só em um personagem, mas sim em principalmente cinco deles, mostrando características, personalidades distintas e complexas; - É um livro imprevisível, você não sabe o que vai acontecer e quando pensa que sabe, isso não acontece e aconteceu aquilo que você não imaginava, mas aí Perrotta desmonta aquilo e monta outra coisa diferente e quando você pensa que agora vai estar certo, ele coloca uma conclusão diferente. Meio complicado, eu sei, mas é esse o interessante, você olhar para o desfecho e “mas como não pensei nisso para este personagem?”; - Personagens que retratam os verdadeiros humanos: confusos, complexos, imperfeitos e que tomam atitudes inesperadas. ONDE ELE ERROU: - Não consegui identificar uma possível explicação para a Partida Repentina, o que acabei concluindo que foi realmente o Arrebatamento descrito na Bíblia. Não é exatamente um erro, talvez seja apenas algo que eu não tenha conseguido discernir. Talvez. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Uma coisa que não poderia deixar de mencionar é a ótima tradução de Rubens Figueiredo. A fonte é pequena, e não foi isso que me descontentou, mas sim que as linhas eram muito longas o que tornou a leitura um pouco cansativa e incômoda. Quando menos esperava, lá estava eu lendo o ebook para dar um tempinho na diagramação do livro físico. Não recomendo o livro para qualquer um. Por falta de ação na história, o recomendo aos leitores com paciência, ou até mesmo aqueles que querem dar um tempinho nos últimos livros agitados que têm lido. Porque se não é abandono na certa! Enfim, caso vá ler, espero que vá com cuidado para não se decepcionar, esperando que vá ler algo que o envolva com muita ação e emoção. É uma leitura calma, sem grandes “up’s”, que nos leva a refletir sobre como lidamos com as perdas e com o amor. Boa leitura! ------------------------------------------ SINOPSE: O 14 de Outubro foi o dia em que os cidadãos de Mapleton se viram confusos por ocorrer o que se chama de Partida Repentina, onde indivíduos aleatórios simplesmente desapareceram de um momento para o outro. Tudo se leva a crer que possa ter sido o suposto Arrebatamento. Os que ficaram, os deixados para trás, tentam reconstruir suas vidas e trazer a sensação de que nada aconteceu de fato.

    12 curtidas

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    • 5 estrelas16%
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    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas5%