Depois de anos se enfrentando, Peter Parker, o Espantoso Homem-Aranha, e Eddie Brock, o implacável e inconstante Venom, decidem firmar uma trégua. Desde que o Venom pare de cometer crimes, é claro. Assim, Brock se muda de NY para São Francisco, buscando outra vida. Mas seus pecados passados não o deixarão em paz por muito tempo...
Venom: Protetor Letal -
Marvel Comics
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Ver maisNo início da década de 90, o sucesso do Homem-Aranha acarretou alguns frutos como o surgimento de uma nova galeria de vilões e arcos longos e complexos. Venom foi um dos mais afetados por isso; sua popularidade aliada à criação de Carnificina (uma variante mais violenta do personagem) fez com que os editores decidissem apostar na criação de uma revista solo. Mas de que maneira fazer isso com um vilão? Difícil, principalmente com o Código de Ética dos Quadrinhos, na época ainda em vigor, que desconsiderava a possibilidade de criminosos serem o personagem principal em revistas sem censura. A resposta foi uma semi-redenção em que Venom desistia de sua vingança contra seu arqui-inimigo e partia para a cidade de São Francisco, com a esperança de levar uma nova vida como, em suas próprias palavras, protetor-dos-inocentes. Surge então a história Protetor Letal, em que Eddie Brock, através de muita violência, tenta se reformar. A ideia deu certo? Primeiramente, é preciso levar em consideração que Protetor Letal não é uma grande saga de algum artista famoso dos quadrinhos. Ela foi planejada para ser apenas o pontapé inicial. Logo, a trama é bem simples: um grupo de sem-tetos é aterrorizada por um empresário chamado Roland Treece, que deseja a retirada dessas pessoas de um parque público. Venom entra na jogada protegendo-os e, mais tarde, descobrindo o porquê do interesse pelo local. Junto a isso, temos uma perseguição pelo grupo O Júri, que caça Venom com o objetivo de extrair vingança, e a aparição do próprio Homem-Aranha, ainda desconfiado da capacidade de Brock em controlar seu instinto assassino. David Michelinie tem o cuidado de colocar alguns flashbacks explicando um pouco da origem de Venom e de sua raiva pelo Cabeça-de-Teia. Também fornece, para o deleite dos fãs, um pouco da própria história pessoal de Eddie Brock. Um dos temas repetitivos com a história do uniforme de Venom, na verdade, na verdade um simbionte alienígena, é a sua reprodução em variantes igualmente poderosos e violentos. Obviamente, isso também foi endereçado nessa história com a formação do Quarteto da Fundação Vida. Contudo, lembre-se que é um quadrinho lançado em 1993, então se prepare para uma avalanche de frases clichês e piadinhas infames. Não é nada que vá estragar a leitura, porém é um divisor de águas para aqueles já acostumados com as histórias modernas. A arte de Mark Bagley casa bem com a história, sendo dinâmica nas cenas de ação e detalhista para o rosto dos personagens coadjuvantes algo que é essencial para captar o horror e o medo ao se confrontarem com Venom. Em alguns momentos, há até uma leve homenagem ao estilo inaugurado por Todd McFarlene (o criador de Spawn) que desenhava o aracnídeo em poses impossíveis de reproduzir na vida real. Enfim, é uma história de ação fácil e divertida.
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