The Complete Polysyllabic Spree -

    Nick Hornby

    Penguin Books
    2007
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-11: 0141028491_

    Nick Hornby explores everything from the classic to the graphic novel, as well as poems, plays, sports books and other kinds of non-fiction. If he occasionally implores a biographer for brevity, or abandons a literary work in favour of an Arsenal match, then all is not lost. His writing, reveals why we still read, even when there's football on TV, a pram in the hall or a good band playing at our local pub.

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    Anica Bitten picture
    Anica Bitten28/04/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    The Complete Polysyllabic Spree

    Então que em abril chegou nas livrarias o Frenesi Polissilábico do Nick Hornby. Eu fiquei bem curiosa, primeiro porque é o Nick Hornby (sei que só li quatro livros dele, mas adorei os quatro). Segundo porque o Moacyr Scliar escreveu uma resenha bem legal lá na Veja. Terceiro, porque li um dos capítulos e vi que lá estava o Hornby do jeito que eu gosto: como que conversando com você, falando das obras que leu e o que pensa delas. De primeira você pensa que será uma coletâneas de resenhas, o que em teoria é. “Frenesi Polissilábico” é a reunião das colaborações de Hornby para um jornal meio alternativo, chamado The Believer. A questão é que você mal começa a ler e já se dá conta que a idéia vai além, porque ao falar sobre livros, Hornby acaba fazendo um belo livro sobre o que é ser leitor. E é aí que ele nos fisga, porque em vários momentos você acaba se reconhecendo no que ele está falando (seja no “sofrimento” ao se obrigar a ler determinados livros até o fim, ou seja o prazer da descoberta de uma obra, por exemplo). Eu li a versão em inglês (The Complete Polysyllabic Spree), então não sei bem como ficou a brasileira. Sei que a edição da Penguin além das críticas tem também alguns trechos das obras das quais os Hornby está falando (como por exemplo, Persépolis), o que obviamente serve para encher o leitor de vontade de conhecer algumas das obras que ele apresenta. O bacana é que entre uma piração e outra (a parte do Hornby falando sobre ter que existir uma explicação clara para quando alguém leva um tiro é impagável) o autor deixa clara sua posição sobre a função da leitura: dar prazer. Por isso ele não se envergonha de abandonar livros e mais ainda, insiste na ideia de que nem sempre um grande clássico foi feito para você e que não há nada de errado em dizer que gosta mais de um determinado livro do que nomes como Dostoiévski ou Voltaire. É realmente muito divertido, perfeito para quem gosta de ler. É quase como se você estivesse em uma mesa de bar falando com seus amigos sobre os últimos livros que leram e compraram. Aparentemente é uma trilogia, não sei se chegaremos a ter tradução dos outros dois livros aqui no Brasil. O meu parece ter o conteúdo de dois: Polyssyllabic Spree e Housekeeping vs. Dirt (se bem que estava dando uma olhada no índice do segundo e parecem os dois últimos meses na minha edição). A última tem um título genial, chama-se Shakespeare Wrote for Money, com as colunas de agosto de 2006 até setembro de 2008.

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    3.7 / 11
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