A Espiritualidade Budista, v. 1 - Índia, Sudeste Asiático, Tibete e China

    Takeuchi Yoshinori

    Perspectiva
    2006
    504 páginas
    16h 48m
    ISBN-10: 8527307383
    Português Brasileiro

    Nenhuma outra religião deu maior valor aos estados de percepção e libertação espiritual, e nenhuma outra descreveu, tão metodicamente e com tamanha riqueza de reflexões críticas, os vários caminhos e disciplinas por meio dos quais esses estados são alcançados, ou as bases ontológicas e psicológicas que tornam esses estados tão importantes e esses caminhos tão eficientes. No budismo, a espiritualidade não é uma realidade meramente interior ou uma simples fuga da existência comum. Ela não pressupõe qualquer dualismo entre o domínio espiritual e o domínio dos sentidos, ou entre uma dimensão profana e o mundo sagrado. Numa palavra, a liberdade alcançada na prática budista é o conhecimento da realidade, ou antes, é a realidade em si, a existência liberta das ilusões e das paixões que nos prendem a um mundo de ignorância e sofrimento. O encontro do budismo com as tradições religiosas e literárias da China, talvez seja o episódio mais dramático desse desenvolvimento, e o entendimento completo dessa metamorfose requer igualmente uma compreensão plena das tradições confucionista e taoísta .

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    Victor Soares27/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    História e dogmática budista

    A história de qualquer religião é indissociável de seu próprio dogmatismo. Justamente por isso, esse livro me chamou bastante atenção quando o vi pela primeira vez, pois não só situa historicamente o crescimento da religião budista, quanto destrincha algumas de suas principais linhas, agregando conceitos dogmáticos que permitem uma visão mais completa do todo. A leitura é bastante interessante, apesar de extremamente difícil, seja pela recorrência de termos de outras línguas (tanto pela inexistência de tradução quanto pela perda semântica de eventual tradução), seja pela dificuldade inerente à própria dogmática budista. Ao final, a conclusão é que a palavra "religião", no conceito ordinariamente associado, não é suficiente para exprimir o grau de complexidade e ramificações do budismo. Filosófico, ético, indutor de comportamentos, modelador social, o budismo é, sem dúvida, um dos maiores "acontecimentos" da humanidade.

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