Maria da Glória - A Princesa Brasileira que se tornou Rainha de Portugal

    Isabel Stilwell

    Esfera, Octavo
    2012
    688 páginas
    22h 56m
    ISBN-10: 8563739468
    Português Brasileiro

    Com apenas sete anos, Maria da Glória torna-se rainha de Portugal, um país que ela não conhecia. Sua infância foi vivida no Brasil, dias longos e quentes entre os morros verdes e as praias de areia branca, segura pelo amor de sua adorada mãe, Leopoldina da Áustria. A ofuscar esta felicidade apenas Domitila, a amante do imperador do Brasil e seu pai, D. Pedro I. Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós. Para trás deixa a mãe sepultada, os seus queridos irmãos e a sua marquesa de Aguiar, amiga e protetora. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, Maria da Glória acaba por desembarcar em Londres, onde conhece Vitória, a herdeira da coroa da Inglaterra, a quem ficará para sempre ligada por uma estreita relação de amizade. Aos quatorze anos, finda a guerra civil, Maria da Glória pisa pela primeira vez o solo de Portugal. Prometeu a si mesma que seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe. Fracassada a união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais, que um ano depois morre de difteria. Teimosa e determinada, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos.

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    rita nascimento16/05/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Para quem ama história

    De onde vim? Quem foram meus antepassados? Como viviam eles? Pela curiosidade quase mórbida pelas respostas amo livros com fundo histórico. Levei mais tempo que o normal durante a leitura deste livrin (688 pgs), porque foi um tal de pesquisa, procura, lê, confirme a pesquisa e tais, que quase me levou ao cansaço, chegando a sonhar com Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, mas vamos deixar de blá, blá, blá só por que me empolguei. A autora consegue a façanha de contar uma história longa e conturbada melhor que minha querida Mary Del Priore no livro O punho e a renda, num exercício extremamente difícil, onde poderia correr o risco de descambar à reação meramente emocional ou à forma fria da história de Portugal. Ela conta a história de Maria e sua família sem deixar o leitor com nenhuma dúvida da rainha, mãe e mulher que foi Maria, com todos os traços dos ts e pingos dos is, sem tirar nem por, tanto que ao final nem se ama, nem se odeia Maria, apenas sabe-se sua história. Todos os personagens do livro são identificados no final como reais e partícipes da história de Portugal no séc XVIII, com exceção de apenas três - o que já é uma tremenda façanha.

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